O Dr. Roque Savioli, cardiologista e Diretor Suplementar
do InCor.
Gisela experimentou a presença e o amor de Jesus, por meio
de Nossa Senhora, há alguns anos. Sua transformação
foi tão grande e imediata que despertou a curiosidade em Roque,
que fez questão de verificar "de perto" o que estaria
acontecendo com sua esposa.
Casados há 13 anos, o casal tem como centro de suas vidas a
fé em Jesus Cristo e como conseqüência a maior de
todas as riquezas: a Paz que vem de Jesus.
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- Gisela, o que a levou a crer em Jesus e tê-lo como o Senhor
de sua vida?
Gisela: Eu não tinha religião, ou melhor, não
tinha sido criada em nenhuma, nem sequer tinha sido batizada. Meu pai
era judeu e minha mãe, católica e a opção
deles foi deixar que eu mesma escolhesse minha religião. E foi
assim que acabei me tornando uma curiosa em tudo o que se refere ao sobrenatural.
Eu procurava Deus de alguma maneira e minhas fontes de pesquisa eram as
livrarias, que começavam a ficar inundadas de material esotérico,
mas no fundo nada me completava. Por ocasião do falecimento do
meu pai, participei de uma série de cerimônias ministradas
por um rabino que só falava hebraico. Eu não entendia nada
e ninguém me explicava. Decidi que quando me casasse, adotaria
a religião do meu marido, pois não queria que meus filhos
sofressem o que eu estava sentindo naquele momento.
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- E foi assim que aconteceu?
Gisela: Não. O Roque vem de família católica
praticante, mas ele mesmo não freqüentava mais a Igreja. Assim
como eu, estava voltado a outras práticas espirituais. Tudo começou
quando mudamos uma de nossas empresas de local. As pessoas que visitavam
o novo prédio perguntavam: "você já trouxe um
padre para abençoar o local"? Esses questionamentos me chamaram
a atenção, comentei com o Roque e decidimos pedir ajuda
à Maricy. Ao falar com ela, fui convidada para participar do Grupo
de Oração em sua casa. Pelo menos por educação
eu deveria ir, estava preocupada, pois nem rezar eu sabia. E foi no dia
em que participei do Grupo de Oração que tudo começou,
ou seja, a mudança total da vida.
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- Mas, assim de repente?Em uma tarde?
Gisela: Sim, no momento em que o Frei Jorge leu a mensagem de Nossa
Senhora Rainha da Paz, aconteceu algo sobrenatural comigo. Eu, que nunca
havia sequer ouvido falar de Nossa Senhora e conhecia apenas o nome de
Maria como a mãe biológica de Jesus, fui invadida por um
profundo amor e um tremendo desejo de atendê-la prontamente em Sua
súplica de conversão. Naquele exato momento, senti que era
Nossa Senhora falando comigo. Exclusivamente comigo. Apesar de sala estar
lotada, eu sentia que Ela se dirigia somente a mim.
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- Dr. Roque, em que momento e como a fé entrou em sua vida?
Dr. Roque: Tudo começou quando a Gisela voltou do Grupo
de Oração da casa da Maricy Trussardi. Ela contou sobre
uma missa, que eu achei diferente, profunda e alegre, porém o que
mais me chamou a atenção foi a transformação
da Gisela. Ela foi de um jeito e voltou de outro e eu fiquei observando
aquela mudança instantânea. Concordei em ir, no domingo seguinte,
à missa do Frei Jorge da Paz, para conhecê-lo e ver de perto
tudo o que ela contava, mesmo porque, vindo da Maricy, só poderia
ser bom. Cheguei à Paróquia para a assistir à missa
e experimentei uma coisa que é própria dos crentes "Jesus
me chamou...", coisa que até então eu achava esquisita,
mas foi o que aconteceu comigo. Na hora da Consagração,
senti algo tão forte e o chamado: VEM! Foi muito forte e eu não
sabia se ia comungar ou não ia...até que eu falei: EU VOU,
Ele está me chamando, eu vou. Acabei indo comungar, mesmo estando
despreparado, sem a confissão. Fui comungar e comentei depois com
o Frei sobre esse meu impulso. Foi muito interessante para mim essa experiência,
alguma coisa mudou e mesmo assim ainda fiquei atento. Eu não sou
de me deixar levar assim no primeiro instante. Continuei observando os
fatos. Fomos jantar com o Frei Jorge e ele explicou muitas coisas que
eu queria saber, jantamos com a bíblia sobre a mesa. Pude perceber
que eu estava diante da verdade e abandonei definitivamente as práticas
religiosas anteriores.
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- Nossa Senhora teve um papel importantíssimo na transformação
espiritual da Gisela. E para você, ela foi igualmente importante?
Dr. Roque: Sim e muito. Foram acontecendo várias coisas
ao mesmo tempo e depois fomos a Medjugorje com o Frei Jorge. Aquela cidade
é muito especial. Passamos 15 dias fazendo um verdadeiro curso
prático, teórico, intensivo da Escritura; foi fantástico
e realmente as coisas mudaram. Todo o conceito de vida que tínhamos
mudou. Claro, eu tenho formação católica, mas aconteceu
comigo o que acontece com todo brasileiro, a prática religiosa
vai até 10, 12 anos e depois abandonamos a participação
na Igreja, na oração e tudo mais. Depois, com o decorrer
do tempo, cursos universitários terminam por anular o que trouxemos
da infância. E quando nós, adultos, precisamos de uma prática
religiosa, jamais voltamos a procurar a Igreja, que foi o meu caso, procuramos,
em geral, o esoterismo. O ser humano tem necessidade de preencher seu
lado espiritual. Por exemplo, se você é um cientista que
só vê matéria, você tem necessidade de preencher
o lado espiritual. E não tem jeito, todo mundo procura Deus por
amor ou por dor e a maioria O procura pela dor. Nós não
tínhamos nenhum problema, nada que nos levasse a buscar a Deus,
nenhuma dor. Embora Silvia, acredite que a maior dor é a dor da
alma, a dor da ausência de Deus. Você olha para dentro de
você e fala: está faltando alguma coisa. Você não
sabe o que é, só sabe que falta e vai na astrologia, e não
é aquilo, e vai em outro lugar e também não é
o que satisfaz. Mas Nossa Senhora pegou na mão da Gisela, pegou
na minha...Nossa Senhora pega na mão da gente.
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- O que aconteceu de especial com você em Medjugorje?
Dr. Roque: Em Medjugorje aconteceu um milagre comigo, eu aprendi
a rezar o terço. Eu achava isso uma bobagem, coisa de mulher, segurar
as continhas e ficar repetindo as Ave-Marias e Pai-Nossos. Eu acreditava
ser uma oração própria para mulheres, pois elas não
conseguem se concentrar, falam demais...então, Nossa Senhora faz
com que elas fiquem quietas repetindo as orações. Eu já
rezava o terço, mas com muita dificuldade Até que uma noite
eu não conseguia dormir e me deu uma vontade de rezar e quando
dei por mim, estava em frente à Igreja, diante da imagem de Nossa
Senhora que tem ali no jardim, com o terço na mão rezando...Foi
aí que eu descobri o valor do terço. Tem alguma coisa por
trás dele que eu ainda não sei o que é, mas rezo-o
diariamente.
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- A reza do terço é bastante completa, pois repetimos
as Palavras Bíblicas e a Palavra cura. Depois é também
bastante didática essa oração, porque ficamos repetindo
e, somos obrigados a exercitar nossa atenção naquilo que
estamos dizendo e isso é um exercício para a escuta, para
escutarmos a voz de Deus em nosso coração. Toda oração
deve ser um diálogo entre nós e Deus para que seja completa.
Dr. Roque: Às vezes, estou rezando o terço e vem
uma lembrança, um pensamento, uma preocupação, então
eu já entrego meu pensamento naquela hora de oração.
Vou repetindo as Ave-Marias pensando no que me preocupou naquela hora.
É assim que nos livramos dos problemas, eu não sei como,
mas é assim que acontece.
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- O que eu tenho notado, é que os homens, principalmente os
mais intelectuais, quando descobrem o amor de Maria, imediatamente têm
por ela um amor muito grande. É mais do que devoção,
é um grande amor.
Dr. Roque: É verdade. Maria é muito importante para
mim e todo o trabalho que dedico aqui é para ela. Sei que se estiver
fazendo alguma coisa errada ela não vai deixar acontecer. Então,
quando alguma coisa não sai como eu quero, é porque ela
não quis que acontecesse. Eu fico tranqüilo e sigo a Palavra
que o Frei Jorge sempre repete: "Não vos inquieteis com nada".
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- Vocês tiveram uma mudança radical nos valores espirituais
por meio da Renovação Carismática Católica.
Qual a importância da Renovação Carismática
Católica para o momento atual da Igreja?
Dr. Roque: Antes é importante dizer quem é Renovação
Carismática. Pessoas como o Frei Jorge da Paz, Pe Jonas e outros
que nos trazem a doutrina de maneira profunda e séria, estes sim.
Eu aprendi muito com eles. E também por intermédio da mídia,
o programa do Pe Alberto Gambarini, quando eu os via eu falava - esses
caras são bons, eles entendem - É preciso conhecer a Palavra
para não ficar nos exageros e sair por aí fazendo bobagem,
mas eu acho importantíssima a Renovação Carismática.
É o momento dela, hoje, na Igreja.
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- No último dia 14, tive a alegria de participar de uma Missa
celebrada pelo Pe Antônio Maria, nas dependências do InCor,
organizada por vocês. Entre os participantes, estavam presentes
muitos pacientes, enfermeiros e médicos. Todos oravam com muito
fervor e fé. É comum que seus pacientes sejam brindados
com a celebração Eucarística?
Dr. Roque: Uma vez por ano sempre é feita uma missa assim
e, eventualmente, nas épocas importantes da liturgia.
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- O que o levou a tomar essa atitude?
Dr. Roque: Eu estive um tempo afastado do InCor e voltei depois
da minha conversão. E como eu falei, esse trabalho é para
Nossa Senhora e se é por ela deve haver missa. Mas é difícil,
não é fácil.
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- Costuma falar de Deus aos doentes?
Dr. Roque: Sim, a todos eles, obrigatoriamente. A maioria dos
doentes que me procuram têm, na verdade, doenças psicossomáticas
e a depressão é a maior delas. Tendo em vista o fator depressão,
eu faço as consultas em cima do triângulo: ansiedade
- representando o futuro, culpa - que representa o passado
e melancolia - o presente. Quem não é
ansioso? Ansiedade é medo do futuro; quem não traz sentimentos
de culpa e quem não é melancólico diante disso tudo?
Então, como é que você trata de uma pessoa depressiva,
dando remédio? Sim, também, mas basicamente é com
Deus. Veja: como é que você faz com o futuro? "Não
vos inquieteis com nada" (Filipenses 4,6). Como é que
você faz com o presente? "Alegrai-vos no Senhor"
(Filipenses 4, 4). E com o passado? "prescindindo do passado e
atirando-me ao que resta pela frente" (Filipenses 3, 13). Tudo
isso aqui eu falo para o doente, quer saber como? Não sei. O Senhor
me dá a palavra e eu falo. O doente sai com a folhinha do receituário
tendo desenhado nela o triângulo e também com o nome do livro
que eu mando comprar "Cura das Emoções em Cristo",
do Pe Alberto Gambarini e também "A Cura das Enfermidades".
O Pe Antônio Maria escreveu um livro de oração "Novena
Pedindo a Cura da Depressão", baseando-se nesse triângulo.
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- Em suas consultas, você costuma orar pelos seus pacientes?
Dr. Roque: Nas consultas eu sempre peço a Deus para me iluminar.
Eu tenho uma grande responsabilidade como médico, eu cuido da criação.
Você já imaginou como isso é importante? O médico
cuida da criação de Deus. Depois da minha conversão
eu sou um médico real, antes eu não era completo.
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- Os problemas do coração, em geral, são uma conseqüência
dos emocionais. A fé e a oração podem ser, também,
considerados como prevenção das doenças cardíacas?
Dr. Roque: Sim, naturalmente. Você quer coisa pior para o
coração do que raiva, ódio, angústia? É
péssimo. Se você estiver sem esses sentimentos...
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- No mundo capitalista, empresarial, comercial, é preciso haver
agilidade e muita criatividade para que se obtenha sucesso. Em geral,
nesse empenho, Deus fica esquecido, não há espaço
para Ele. É preciso raciocínio, visão, inteligência,
rapidez, enfim, talentos "puramente humanos". Nessa hora o homem
acredita depender dele mesmo e de sua capacidade, como se Deus não
pensasse, não estivesse presente e não fosse o doador dos
talentos humanos. O que vocês diriam sobre isso?
Dr. Roque: Essas pessoas são os pacientes que chegam aqui.
Na hora da doença, todos esses auto-valores desaparecem, toda a
segurança cai por terra. Quando estão diante da morte, todo
esse poder desaparece. Deus me deu a oportunidade, a felicidade de poder
entrar nesses caras. Então, todo esse poder que elas têm
desaparece. Não tem poder, não tem talento, não tem
nada. Tudo o que temos vem de Deus e, infelizmente, eles só percebem
nessa hora.
Gisela: Eu, particularmente, sempre acreditei que existia alguém
acima de mim, somente não o conheci e não sabia identificá-lo
e a solidariedade sempre foi muito forte em mim. Mas a grande diferença
que descobri foi - que antes minha conta era 1+1=2, e agora vejo que a
conta certa é 1+1=2 + Deus = infinito, você pode tudo com
Ele. Eu costumo me empenhar muito naquilo que faço, mas agora meu
empenho está voltado para outro prisma, que é Deus, para
aquilo que Ele gosta dentro das minhas atividades atuais. Passei a olhar
tudo por uma lente nova, agora colorida. Antes eu via o mundo em branco
e preto, maravilhoso, mas branco e preto. Agora vejo o mundo colorido.
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- Existe diferença no relacionamento de um casal que tem em
Jesus o orientador de todas as decisões, familiar, profissional
e social?
Dr. Roque: A partir do momento em que se tem Deus, acabou o problema,
não existe. As dificuldades são as mesmas e até maiores,
às vezes, mas quando se tem Paz, há condições
para resolver os problemas e quando não são resolvidos,
sabemos que alguma coisa vai acontecer, a Providência Divina agirá.
O casal que vive a mesma fé, que crê em Jesus, não
tem problemas.
Gisela: Sim, incrível! Em qualquer situação
procuro imaginar como Nossa Senhora agiria se estivesse no meu lugar.
Dou valor às pequenas coisas e descobri que aquilo que não
gostamos de fazer, são justamente as que devemos colocar maior
empenho, maior amor.
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- Fé e Razão podem caminhar juntas? Dr. Roque: Sempre devem caminhar. Eu sou um exemplo disso, embora
não se possa explicar as coisas de Deus por meio da ciência.
Isso é impossível. Como se diz "os filhos de Deus
são ingênuos e os filhos dos homens são espertalhões".
Eu não entendia essa passagem, foi difícil para eu entender,
mas é bem isso. As coisas da fé não são explicáveis.
Recentemente, num domingo, estávamos andando no Ibirapuera, e um
ciclista teve uma crise e caiu bem na minha frente, ele estava tendo uma
parada respiratória e estava morrendo e eu tive a oportunidade
de ajudá-lo. A Gisela comentou que Deus deveria amá-lo muito
por permitir que caísse ao lado de um médico e eu logo respondi:
"Deus ama muito a mim, pois permitiu que eu o salvasse daquela
crise"... que bom...que bom eu estar ali e poder ajudar...Então,
por falar em fé e, razão, essas coincidências que
chamamos de Providência não têm explicação
e por que eu tinha que estar ali, como explicar? Como entender?
Gisela: Eu diria, como uma pessoa pode estudar a natureza, o ser
humano e não ver a presença de Deus?
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- Resumindo: o que é ser uma família cristã?
Dr. Roque: É tão diferente o antes e o depois de
Deus, é tão diferente...e eu nem lembro mais como era antes.
Mas ser uma família cristã é viver literalmente a
Palavra de Deus. Tudo o que estiver escrito, devemos seguir. É
pensar - se Jesus estivesse no meu lugar, o que Ele faria - Será
que Ele iria mentir, dar um "chapéu num cara"? Então
o que temos que fazer é a imitação de Cristo mesmo.
Claro, tentamos, fazemos o máximo para isso, mesmo não conseguindo
sempre...
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- Isso significa orar antes de qualquer decisão?
Dr. Roque: Sim, eu rezo o terço diário, isso é
básico, leitura da Palavra, a confissão mensal, são
as 5 pedrinhas que aprendemos em Medjugorje: oração, confissão
mensal, comunhão diária, jejum, leitura bíblica diária.
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- E quem não está acostumado a rezar, a rezar o terço,
por exemplo. Quando se acha um peso ter que rezar o terço, qual
seria a dica que você daria?
Dr. Roque: O terço é uma forma de oração,
uma oração simples, mas todas as orações são
importantes. Uma vez o Tiririca perguntou ao Pe Antônio Maria como
ele deveria rezar, uma vez que para ele era problemático, não
lembrava das orações...então, o Pe Antônio
Maria falou: "conta uma piadinha para Deus". O Tiririca ficou
surpreso: "Uma piadinha?" e o padre: "sim, uma piadinha,
conversa com Ele, isso é oração". É isso
que importa, a simplicidade, e sem Jesus nossa oração não
tem valor nenhum. O nosso comportamento deve ser uma oração,
o que também é difícil de explicar. Eu falo para
as atendentes que para atender uma pessoa é preciso voltar 2000
anos atrás e imaginar que Jesus está nela.
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- Obrigada, Gisela, obrigada, Dr. Roque. Agradeço a atenção,
o testemunho de vocês e peço uma palavrinha para os nossos
leitores.
Dr. Roque: É importante saber que nós não
somos nada e nem temos poder algum. Tudo vem de Deus, de Sua Divina Providência.
Logicamente, não vamos cruzar os braços e esperar em Deus.
Devemos fazer a nossa parte, porém junto com Jesus. Queremos, também,
agradecer a Maricy Trussardi, ela é responsável por tudo,
tudo. Maricy é uma pessoa muito especial.
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- A vocês, Roque e Gisela, aos leitores desejo que este Natal
seja uma grande festa, com muita alegria e paz, em torno d'Aquele que
é a razão da nossa fé: JESUS.