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Igreja

Todo aquele que diz amar a Cristo, deve amar também a Igreja edificada por Ele. É nela que encontramos a Verdade, a Tradição e os Sacramentos deixados por Jesus. É a Igreja Católica que une todos os seguidores de Cristo Jesus.

"E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". (Mat16,18)

Papa Jõa Paulo II

 WB00860_.GIF (262 bytes)  Igreja - Instituição
 WB00860_.GIF (262 bytes)  Os Dez Mandamentos
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 WB00860_.GIF (262 bytes)  Pedro - O Primeiro Papa
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  WB00860_.GIF (262 bytes) Igreja - Instituição

Deus, no seu plano de amor, quis se comunicar com a humanidade. Através de pessoas e acontecimentos Ele  foi gradativamente revelando a Si mesmo (quem Ele é) e o seu plano para nós.  Essa Revelação não  visava  só um conhecimento intelectual , mas também  existencial, vivo : conhecer a Deus para entrar em comunhão (união íntima e real) com Ele. Essa comunhão deveria  envolver também os homens entre si.

Por isso, Deus escolheu o povo de Israel para ser o Seu Povo no meio da humanidade . No seu meio realizou prodígios, sinais da sua benevolência. Por meio deste Povo, descendente de Abraão, o homem que por primeiro acreditou, a salvação chegaria a todos os povos da terra.Como um pai ou uma mãe que  pouco a pouco ensina o seu filho, assim Deus fez com o povo de Israel. Através de Moisés, dos Juízes e dos Profetas, Ele  formou, conduziu e instruiu o Seu Povo.

Tudo isso era a preparação para a sua plena Revelação: o momento em que não mais um mensageiro, mas o próprio Filho de Deus feito homem viria viver no meio dos homens. As promessas se tornariam realidade: toda a humanidade (e não mais um povo apenas), todas as pessoas (e não mais uma única raça), poderiam receber, em Jesus Cristo , o poder de se tornarem filhos de Deus.

Este Novo Povo de Deus é a Igreja (do grego «Ekklesía», que quer dizer «povo convocado»).

Muitos pensam na Igreja como um grupo social, de pessoas reunidas com determinada finalidade, como qualquer outro tipo de fenômeno associativo. Assim, uma comunidade cristã seria algo como um grupo de amigos, um clube ou uma associação beneficente. Tal visão às vezes se reflete na afirmação: «A Igreja somos nós!». Não é verdade! A Igreja somos nós convocados, reunidos por Cristo e unidos a Ele! Como? Por um vínculo, uma ligação espiritual, mas real: a vida da graça, que é a própria vida de Deus em nós . Vínculo espiritual que se traduz em estruturas e compromissos concretos. Quando entramos nesta comunhão? No momento do Batismo: pelo poder de Deus , através do sinal da água e das palavras transmitidas pelo próprio Cristo, nós somos regenerados ( isto é, gerados de novo), nascemos para esta vida que nunca mais terá fim.

E assim, podemos dizer com o Apóstolo Paulo , «já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim»! Sim: Cristo vive na  sua Igreja! Em nós e através de nós  vai se realizando no mundo o plano de Salvação: pelo anúncio da Palavra de Deus, pela celebração dos Sacramentos que tornam presente e realizam a salvação, pelo testemunho de vida e pela ação de cada um de nós.Em nós e através de todos nós unidos num mesmo Corpo, que é a Igreja, unidos à cabeça desse Corpo que é Cristo, que nos conduz através dos Apóstolos e de seus sucessores (os Bispos em comunhão com o Papa, sucessor de Pedro). Em nós e através de nós: mas sempre pelo poder do Espírito de Deus.

Assim, a Igreja tem como Cabeça Cristo, no coração dos seus filhos habita o Espírito Santo, tem como lei o Amor, sua missão é ser «sal da terra» e caminhar em direção ao Reino.

Autor: Pe. Roberto

E-mail: peroberto@religiaocatolica.com.br

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WB00860_.GIF (262 bytes) Pedro - O 1º. Papa

Sabemos, pelo testemunho dos Apóstolos, que a Igreja de Cristo é “Una, Santa, Católica e Apostólica”.

Ela nasceu no dia de “Pentecostes”, quando o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos como “Línguas de Fogo”(Atos 2,1 ss).

Assim os Apóstolos receberam os dons do Espírito, os dons de Deus. Pode-se dizer que a partir desse momento nasceu a Igreja de Cristo.

Todos os Apóstolos presentes são, portanto, os “Príncipes da Igreja”, isto é, os primeiros Bispos.

De todos, entretanto, Pedro era o primeiro, o principal, o “Chefe do Colégio dos Apóstolos”.

O próprio Cristo assim o quis, como vemos nas seguintes passagens evangélicas: “E Eu te declaro, tu és Pedro (que significa pedra) e sobre essa pedra edificarei minha Igreja” (Mt 13,18).

Mais adiante, no Evangelho de Lucas, Cristo diz: “Simão Pedro, eis que satanás vos reclamou para Vos peneirar como o trigo. Mas Eu roguei ao Pai para que a tua confiança não se desfaleça. E tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,31).

Pedro foi colocado, portanto, como o “Príncipe dos Apóstolos”.

Nessa condição, Pedro foi o primeiro Bispo da cidade de Antioquia, que ficava onde hoje é a Turquia. Mais tarde, foi Bispo de Roma por aproximadamente 32 anos. Pedro foi, portanto, o primeiro Papa, pois Roma era considerada a cidade mais importante da época.

Pedro, como dissemos, ficou 32 anos à frente da Igreja, como Bispo de Roma e primeiro Papa. No ano 67 de nossa era, foi martirizado juntamente com Paulo, na mesma cidade, pelo imperador Nero.

Sua sepultura e seus restos mortais encontram-se exatamente abaixo do altar-mor da Basílica de São Pedro, em Roma.

São Pedro é chamado de “Pai da Igreja visível” por ter sido o primeiro Papa da História da Igreja.

Autor: Ivan Rojas

E-mail: ivan@religiaocatolica.com.br

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WB00860_.GIF (262 bytes) Os Papas do Século XX

O nosso século conheceu o trabalho apostólico e pastoral de nove papas, todos firmes propagadores da fé, da conversão e da fidelidade a Cristo e à Igreja, cujo trabalho é o de “confirmar seus irmãos na fé”.  (Lc 22,31 e ss). Os papas são testemunhas vivas dos apóstolos e sucessores de São Pedro, o primeiro papa.

Leão XIII (1878-1903)

O primeiro papa do nosso século foi Leão XIII (1878-1903), eleito, na verdade, no século XIX e que, cruzando o limiar de nosso século atual, veio a falecer em 1903.

 Seu nome de Batismo era Gioacchino Vincenzo de Pecci. Nasceu em 2 de março de 1810, junto a Anagni. Foi ordenado padre em 1837 e desempenhou, entre outras funções, as de núncio em Bruxelas e bispo na Perúgia. Em 1853 tornou-se cardeal. Tinha grande conhecimento dos problemas trazidos pela industrialização e pela forma parlamentar de governo. Era um homem muito afável e de grande formação intelectual.  Leão XIII foi o grande papa das encíclicas sociais. Foi o autor do primeiro texto social da Igreja, a encíclica “Rerum Novarum”, que fala sobre a relação entre capital e trabalho. Leão XIII suportou com grande firmeza as lutas desencadeadas contra a Igreja pelo Estado italiano recém unificado.  Morreu com 93 anos, em 20 de julho de 1903. Foi, com certeza, uns dos mais importantes papas do começo do nosso século, e sua forte personalidade se estendeu por todo o século XX.

Pio X (1903-1914)

Após a morte de Leão XIII, foi eleito o grande Papa Pio X (1903-1914).

Pio X foi o Papa que estabeleceu as diretrizes do novo Código de Direito Canônico. Sua santidade, manifestada pela sua alta espiritualidade, foi reconhecida pelo seu sucessor Pio XII, que o canonizou.

Seu nome de Batismo era Giuseppe Sarto e foi filho de um pequeno agricultor. Nasceu em Veneza em 2 de junho de 1835.Depois de atuar como capelão e pároco foi cônego de Treviso em 1875. Em 1884 foi ordenado bispo e  assumiu o pastoreio em Mântua. Em 1893 foi nomeado Patriarca de Veneza e feito cardeal. Ali promoveu a reforma da diocese, na qual desejava servir como cura de almas. Também como papa, promoveu diversas reformas no seio da Igreja.  Assim, por exemplo, estabeleceu as diretrizes do novo Código de Direito Canônico, reformulou a música sacra, o breviário e introduziu a comunhão para crianças de 7 anos ou mais.

Reorganizou também o Tribunal Eclesiástico, a conhecida “Rota Romana”. Pio X lutou bastante contra o chamado “modernismo” dentro da Igreja. Ficou conhecido como o Papa da Eucaristia. Em agosto de 1914 conclamou os povos para um período de vigília e orações pela ameaça da guerra que rondava a Europa. Após sua morte, ocorrida em 20 de agosto de 1914, começo da Primeira Guerra, foi substituído pelo Papa Bento XV.

Bento XV (1914-1922).

Bento XV foi o papa da primeira guerra mundial. Lutou firmemente contra o pavoroso conflito, escrevendo cartas aos dirigentes dos países beligerantes, onde enfatizava a opção  pacífica do conflito, através do diálogo. Seu nome de batismo era Giacomo Marchese della Chiesa. Nasceu em 21 de novembro de 1854, em Gênova, e foi ordenado padre em 1878. Exerceu importantes funções no serviço diplomático pontifício. A partir de 1907, foi arcebispo de Bolonha. Foi feito cardeal no mesmo ano de sua eleição papal, em 1914. Levou em frente a elaboração do Código de Direito Canônico, iniciada pelo seu antecessor Pio X. Bento XV formulou um grande sistema de ajuda aos combatentes, para mitigar os efeitos da guerra, como troca de feridos, acolhimento e ajuda aos prisioneiros de guerra, fornecimento de alimentos etc. Formulou insistentes pedidos de paralisação das hostilidades, que suscitaram importantes debates na comunidade internacional, porém, sem resultados práticos, infelizmente. O grande pontífice morreu em 22 de janeiro de 1922, após oferecer sua vida pela paz do mundo. Bento XV obteve reconhecimento internacional como o Papa da Justiça e da Paz. Após seu falecimento, subiu ao trono de São Pedro o Papa Pio XI.

Pio XI (1922-1939)

Pio XI foi eleito no conclave em 6 de fevereiro 1922, e reinou até sua morte, ocorrida no dia 10 de fevereiro de 1939. Foi o papa que fez o famoso acordo de Latrão com o governo italiano, onde este reconheceu a independência do Estado do Vaticano. Lutou muito contra os regimes totalitários, como o comunismo e fez diversas críticas ao fascismo, tanto italiano como alemão. Foi o grande inspirador da “Ação Católica”, que congregava jovens e adultos, para a grande tarefa de evangelização em todo o mundo. Seu nome de batismo era Achille Ratti. Nasceu em 31 de maio de 1857, em Desio, próximo de Monza.

Achille Ratti foi professor no seminário sacerdotal de Milão. Em 1907, tornou-se prefeito da Biblioteca Ambrosiana e, em 1914, prefeito da Biblioteca do Vaticano. Foi ainda visitador apostólico na Polônia em 1918 e, em 1919, foi núncio nesse país. Em 1921, tornou-se arcebispo de Milão e cardeal. Como papa teve, entre um de seus principais objetivos, o de curar as terríveis feridas abertas pela primeira guerra. Escreveu diversas encíclicas, como sobre o matrimônio cristão, (Casti Conubii), e sobre as questões sociais de sua época, (Quadragésimo Anno). Pio XI fez diversas beatificações e canonizações, como as de Tereza do Menino Jesus, Pedro Canísio, Dom Bosco, Cura d’Ars, entre outros. Seus últimos dias foram de tristeza pela sombria proximidade de um novo conflito europeu.    Pio XI sofreu muito com a perseguição da Igreja feita pelo governo da Alemanha. Após sua morte, foi substituído pelo Papa Pio XII, que era, até então, seu secretário de Estado.

Pio XII (1939-1958)

Seu nome de batismo era Eugenio Pacelli. Nasceu a 2 de março de 1876, em Roma. Foi ordenado bispo no dia 13 de maio de 1917, no mesmo dia da famosa aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal. Foi núncio apostólico em Munique e, em 1920, núncio em Berlim. Seu lema era: “A paz é obra da justiça”.A partir de 1932 foi secretário de Estado de Pio XI, até sua eleição como papa em março de 1939. O Papa Pio XII teve um grande e profundo pontificado. Percebendo a aproximação da guerra, escreveu cartas aos grandes mandatários das nações européias, insistindo numa solução pacífica para os conflitos daquele momento. Às vésperas do conflito, em agosto de 1939, Pio XII insistiu publicamente pela paz, chamando todos os povos a uma tomada de consciência sobre o verdadeiro caráter da guerra.

Durante o conflito, o papa continuou fazendo diversos apelos à paz. Procurou manter Roma longe do conflito e deu asilo a mais de 5000 judeus em diversos conventos, mosteiros e no próprio vaticano. Em1942, fez a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Na verdade, Pio XII foi um papa profundamente devoto de Maria Santíssima.

Proclamou, no ano de 1950, o Dogma da assunção de Maria aos céus em corpo e alma.

Homem de muita comunicação, utilizou-se do rádio para a difusão da fé e da cultura cristã. São muito conhecidas as suas “rádio-mensagens” sobre os problemas do mundo atual. Pio XII fez 33 canonizações, entre as quais a de Pio X. Morreu em 9 de outubro de 1958. Seu pontificado foi um dos grandes períodos da Igreja no século XX.

João XXIII (1958-1963)

O Papa João XXIII foi eleito dia 28 de outubro de 1958, já com a idade de 77 anos. Esteve à frente da Igreja por apenas 5 anos. Seu nome era Angelo Giuseppe Roncalli e nasceu em Sotto il Monte, de uma pobre e numerosa família. Foi ordenado sacerdote em 1904, no mesmo ano em que se doutorou em teologia. Foi professor de História da Igreja e Patrística no Seminário de Bérgamo. Serviu como soldado, no corpo de saúde, na primeira guerra mundial e depois como capelão militar. Foi ainda visitador apostólico na Bulgária quando foi ordenado bispo e, em seguida, na Grécia e na Turquia. A partir de 1944, foi núncio na França. A partir de 1951, foi também observador na UNESCO, em Paris. Em 1953, tornou-se Patriarca de Veneza e, em seguida, cardeal. Sua principal tarefa como papa foi a convocação do Concílio Vaticano II, realizado por ele e por seu sucessor, o Papa Paulo VI. O concílio se reuniu de 1962 a 1965, em Roma. Também deu as primeiras instruções para a elaboração do novo Código de Direito Canônico, terminado e promulgado pelo atual pontífice João Paulo II. Ficou conhecido por sua grande simpatia e sua abertura para com os grandes temas da atualidade no mundo. Morreu em 3 de junho 1963, sendo substituído pelo Papa Paulo VI.

Paulo VI (1963-1978)

Paulo VI foi o papa que conduziu a maior parte do Concílio Vaticano II, que terminou em 1965. Giovanni Batista Montini nasceu em Bréscia, em 26 de setembro de 1897, e foi ordenado sacerdote em 1920, ingressando no serviço diplomático da Santa Sé. Em 1923, encontrava-se na nunciatura de Varsóvia e, em 1924, exerceu funções no secretariado de Estado. No ano de 1937, tornou-se subsecretário de Estado, com o que passou a ser um íntimo colaborador de Pio XII. No dia 1º de novembro de 1954, foi nomeado arcebispo de Milão e, no primeiro consistório de João XXIII, foi feito cardeal. Foi eleito Papa Paulo VI em 30 de junho de 1963 e como pontífice, desenvolveu uma grande atividade, conduzindo o concílio Vaticano II. Fez inúmeras encíclicas e diversas reformas no seio da cúria romana. Em 1968, para coibir abusos no seio da Igreja pós-conciliar, elaborou o chamado “Credo do povo de Deus”.

Paulo VI foi o primeiro papa a viajar pelo mundo. Visitou Jerusalém em 1964. Foi à Fátima em 1967 e compareceu ao Congresso Eucarístico de Bogotá em 1968. Antes havia ido a Bombaim, Índia, no ano de 1964.

Visitou a sede das Nações Unidas, em Nova York, onde fez importantes intervenções e discursos. Após longa doença, o Papa Paulo VI morreu em 6 de agosto de 1978.

João Paulo I (1978-1978)

O Papa João Paulo I foi o papa de mais breve governo na Igreja dos últimos séculos.

Ficou conhecido como o “Papa do Sorriso”, pois tinha sempre um sorriso cativante e animador. Governou a Igreja por apenas um mês. Seu nome de batismo era Albino Luciani, e foi eleito papa em 26 de agosto de 1978. Albino Luciani nasceu em Canale d’Agordo, em 17 de outubro 1912. De origem pobre, teve que suportar muitas privações pessoais, pois seu pai era um simples trabalhador. Luciani foi ordenado sacerdote em 1935 e após dois anos de docente e cura de almas em Belluno, foi ordenado Bispo de Vittorio Veneto em 1958.

No ano de 1969 foi nomeado Patriarca de Veneza e, em 1973, foi feito cardeal. Não teve tempo de escrever encíclicas ou qualquer outro documento pontifício, mas fez algumas importantes intervenções verbais.

Sua morte súbita foi um grande choque para todos os católicos e todos os homens de boa vontade do mundo.

João Paulo II (1978-....)

O atual Pontífice Romano é o primeiro papa não italiano, desde Alexandre VI, que era espanhol. Nasceu em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920. Foi ordenado sacerdote em 1946, e trabalhou como padre comum em Cracóvia, onde há uma Universidade na qual continuou seus estudos. Em 1958 tornou-se bispo e, em 1964, arcebispo de Cracóvia. No conclave de 16 de outubro de 1978, foi eleito papa. João Paulo II foi o papa que mais viagens fez ao exterior, conhecendo dezenas de países. Elaborou um conjunto muito grande de encíclicas e outros documentos pontifícios. Foi também o primeiro papa a visitar o Brasil, o que já fez por três vezes. Ajudou na queda dos regimes comunistas do leste europeu, começando pela própria Polônia. Elaborou o novo Código de Direito Canônico e o novo Catecismo de adultos da Igreja Católica. Sofreu um violento atentado na praça de S. Pedro em 1981, que quase lhe custou a vida. É um grande devoto de Maria Santíssima e grande incentivador de sua devoção. Há mais de 21 anos à frente do Magistério Romano, o Papa João Paulo II é o Pontífice que mais tempo ficou como chefe da Igreja neste presente século. Entre suas encíclicas mais conhecidas destacam-se: “Veritatis Esplendor”, sobre a verdade da Revelação, (1992); “Redemptor hominis”, (1979), sobre o Nosso Divino Salvador; “Familiares Consortios”, (1980), sobre a família e o casamento cristão, entre outras. Nosso atual pontífice é um grande dom de Deus para a Igreja deste fim de século.

Autor: Ivan Rojas

E-mail: ivan@religiaocatolica.com.br

FONTE
“Léxico dos Papas”- de Rudolf Fischer-Wollpert
Editora Vozes 1991  

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WB00860_.GIF (262 bytes) Os Grandes Concílios Ecumênicos.

A Igreja Católica, desde seu nascimento no dia de Pentecostes, realizou periodicamente grandes encontros reunindo todos os Bispos do mundo. Esses encontros são chamados de “Concílios Ecumênicos”, e têm como objetivo, discutir, deliberar e promulgar textos fundamentais para o desenvolvimento da Doutrina Católica, tendo sempre como referência a Bíblia Sagrada e a Tradição do Magistério Romano.

Ao longo desses vinte séculos de cristianismo, houve vinte e um Concílios Ecumênicos, sendo o primeiro o Concílio de Jerusalém, com a presença de todos os Apóstolos, sob a presidência de São Pedro, o primeiro Papa; e o último, o Concilio Vaticano II, realizado no Vaticano sob a presidência dos Papas João XXIII e Paulo VI. Esse Concílio teve a duração de três anos (1962-1965).

Falaremos agora sobre os principais Concílios Ecumênicos.

Concílio de Jerusalém

O primeiro Concílio reuniu-se em Jerusalém por volta do ano 60, na presença dos Apóstolos, presidido por São Pedro.

É narrado no Livro dos “Atos dos Apóstolos”, a partir do capítulo quinze.

Esse Concílio decidiu, entre outras coisas, que era necessário levar a “Boa Nova” da Salvação a todos os homens, sem se fazer distinção entre judeus e gentios. Também decidiu a não necessidade da circuncisão, bastando apenas o Batismo cristão.

Segundo a Tradição, é nesse Concílio que se elaborou o “Credo” que se recita nas missas, após a homilia do sacerdote.

Concílio de Nicéia

Após o Concílio de Jerusalém, reuniu-se no ano 325 na cidade de Nicéia, um novo Concílio Ecumênico de capital importância para o mundo cristão.Esse Concílio ficou conhecido como “Concílio de Nicéia”.

Foi convocado e presidido pelo Papa São Silvestre I, e discutiu, entre outros temas, a questão da Trindade de Deus, definindo-a como Dogma de fé. Elaborou um novo “Credo”, onde claramente proclama a crença no Deus “Uno e Trino”.

Concílio de Constantinopla

No início do cristianismo, muitas heresias perturbaram o mundo católico. Mesmo após o Concílio de Nicéia, em 325, as polêmicas em torno da questão da Trindade de Deus continuavam, principalmente difundidas por um bispo de nome “Ario”, que afirmava que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, o Filho, era “menor” do que o “Pai”.

Por esse motivo, um novo Concílio foi chamado em 381 pelo Papa Dâmaso I, reunindo-se na cidade de Constantinopla.Esse Concílio debruçou-se mais uma vez sobre a questão da Trindade, aumentando e melhorando as definições do Concílio anterior e promulgando o “Credo Niceno-Constantinopolitano”, que é rezado até hoje nas missas mais solenes, sendo o Credo Oficial da Igreja. Com esse Concílio, a questão da Trindade de Deus ficou definitivamente estabelecida.

Concílio de Trento

Após diversos Concílios de importância variável, reuniu-se na cidade de Trento, ao norte da Itália, um grande Concílio Ecumênico entre os anos de 1550-1560, sob a presidência do Papa São Pio V.

Foi o mais importante Concilio da era moderna, pois enfrentou diversas questões de importância capital, como a questão da transubstanciação de Cristo na Eucaristia, o verdadeiro significado da missa, a questão do sacerdócio católico, os Sacramentos da Igreja, entre outras questões de grande relevância, todas elas negadas pelo protestantismo.

Esse Concílio renovou o Missal católico, bem como todos os manuais de ritos sacramentais.

Após esse Concílio, a Igreja passou mais de 300 anos sem necessidade de Concílios gerais até o século XIX.

Concílio Vaticano I

Reuniu-se no Vaticano sob a presidência do Papa Pio IX, entre os anos de 1868-1871.

Esse Concílio tratou de diversas questões gerais e definiu a Infalibidade Pontifícia em assuntos relacionados à Fé e à Moral, exclusivamente. Na verdade, o Concilio Vaticano I não terminou oficialmente.

Foi interrompido por diversas questões políticas, como a guerra pela unificação da Itália, a guerra entre a Prússia (Alemanha) e a França, entre outras questões.

Um novo Concílio só seria reunido no século XX.

Concílio Vaticano II

O último Concílio Ecumênico reuniu-se entre os anos de 1962 e 1965 no próprio Vaticano, sob a presidência dos Papas João XXIII e Paulo VI.

Esse Concílio foi eminentemente um “Concílio Pastoral”, isto é, não definiu Dogmas ou novos pontos doutrinários, mas propôs novas formas de Evangelizacão, bem como atualizou o rito da missa, que passou a ser rezada não mais em latin mas em língua vernácula, para a maior participação dos fiéis católicos.

Desde então, não houve novos Concílios Gerais na Igreja de Cristo.    

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WB00860_.GIF (262 bytes) Conceito de Salvação no Antigo e Novo testamento

O conceito de “Salvação Eterna” variou bastante no decurso dos tempos. Podemos perceber essa realidade estudando os Textos Sagrados, que são verdadeiramente a “História da Salvação” oferecida a todos os homens.

Os Hebreus não tinham, a princípio, uma clara noção de “vida pós morte” e, consequentemente, esse conceito para eles não se apresentava. Como vemos no Livro de Gênesis, por exemplo, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó é antes de tudo um Deus que abençoa seus filhos dando-lhes vida longa, saúde e prosperidade, conceitos estes ligados a essa vida material. No horizonte do Antigo Testamento, as bênçãos de Deus são para este mundo, o mundo material.

Entretanto, com o aparecimento dos grandes profetas, como Isaías, Ezequiel, Daniel e outros, começam a surgir as primeiras especulações a respeito da vida do além.

É nessa época que surge também o conceito de “Ressurreição”. O profeta Daniel, por exemplo, nos diz: “E muitos dos que agora dormem no pó acordarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para o horror eterno”(Dn 12,2). Também em Ezequiel lemos algo parecido quando nos diz que : “Os ossos secos se cobriram de carne e nervos. Profetizei de acordo como me ordenou, o espírito penetrou-os e eles viveram, firmando-se sobre os seus pés como um imenso exército” (Ez 37, 10).

Aqui aparecem, pois, claras visões sobre a  ressurreição dos mortos. Ainda no ambiente do Antigo Testamento, tal questão é abordada no Sl 16,10;  49,16; Jó 19,25; entre outros.

No tempo do surgimento de Jesus Cristo, anunciado por João Batista, a noção da ressurreição dos mortos já estava estabelecida como conceito bastante comum, tanto da parte do povo como da parte das autoridades judaicas, embora os “saduceus”, pequeno mas influente grupo de judeus de Jerusalém, a negasse.

Jesus, porém, nos atesta em inúmeras passagens a existência da vida pós morte bem como a da ressurreição dos mortos. Assim, por exemplo, no Evangelho de Mateus lemos: “e irão estes para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna” (Mt 25,46).

Também em João temos: “Vós perscrutais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; ora, as escrituras dão testemunho de mim” (Jo 5,39). E adiante: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jô 14,16). De forma geral, todo o Novo Testamento é um hino de louvor e glória a Deus pela vida eterna, a vida sobrenatural, veja por exemplo: 2Tm 2,18; Mt 25,32; At 2,36 etc.

Sabemos que a verdadeira vida não é esta, cuja imagem desaparece, mas sim a vida do espírito cuja imagem não desaparece. Este é o verdadeiro conceito de Salvação. A Salvação é a vida sobrenatural, a vida eterna que é oferecida a todos por Deus, através de Jesus Cristo. A Salvação é viver junto com Deus, na felicidade perfeita e sem mácula, é viver a vida do próprio Deus, no seio mesmo da Divindade.

Este é, como nos ensinava Santo Inácio de Loyola, o objetivo maior da vida de todos os homens: conhecer, amar e servir a Deus. E, conseqüentemente, viver com ele e com todos os justos, por toda a eternidade.

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