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Pietá de Michelangelo(1499)Arte Sacra

“Rendei-lhe a glória devida ao seu nome. Adorai o Senhor com ornamentos sagrados”.

(Sl 28,2)

Poderíamos definir a Arte Sacra como a expressão dos sentimentos religiosos através das obras humanas. A arte na religião tem uma função de representação que leva à identificação com a realidade divina. Podemos também ver na arte religiosa a função de proteção que se atribui a essas representações e sua função didática, ou seja, ensinam-se as verdades religiosas através de suas representações.  

Desde a arte primitiva podemos encontrar esse tipo de manifestações no conjunto de peças de cerâmica, barro, pinturas e outros materiais para o favorecimento da caça e fertilidade. Assim, podemos encontrar em todas as religiões a tradição do culto a uma imagem considerada sagrada, à qual atribui-se geralmente uma origem divina ou mítica.

Tanto o islamismo como o judaísmo e o cristianismo proíbem a idolatria. Por isso, os tipos de arte encontradas nessas religiões, principalmente no islamismo, são mais arquitetônicas, decorativas e geométricas. Já no cristianismo, ao contrário, encontramos todas as formas de representação artística, como a música, arquitetura, escultura e pintura. No cristianismo, admite-se a reprodução de representação de personagens nos ícones ou imagens. Devido a isso, encontram-se diversas obras de arte valiosíssimas dentro dos locais de oração, como, por exemplo, na Capela Sistina.

Nos primeiros séculos do cristianismo, já se desenvolveram diversas representações de Cristo e dos apóstolos. Temos testemunhos delas nas catacumbas romanas e nas antigas igrejas no Oriente Médio. Nessa época já se pintava principalmente Jesus Cristo e sua mãe, a Virgem Maria.

Na Idade Média, a Igreja Romana incumbiu aos artistas a decoração interna das igrejas. Muitos deles se destacaram na produção de obras de cunho religioso a fim de perpetuar idéias e sentimentos das crenças, de moldá-las em formas plásticas.

A música, por sua vez, foi desenvolvida num período posterior ao da pintura, por volta do século VII. Recebeu suas codificações e linhas gerais pelo papa São Gregório Magno, daí o nome “canto gregoriano”. O canto gregoriano é cantado em diversas vozes mas sempre em regime “monofônico”, ou seja, todos cantam sempre as mesmas notas sem alteração contrapontística. Após o Concílio de Trento, no século XI, foi introduzido o canto polifônico na Igreja. Esse, por sua vez, representa a interpolação de diversas vozes, ou conjunto de vozes, caracterizando os tipos vocais, como barítonos, os tenores, os baixos, os contraltos e os sopranos, formando assim um todo harmonioso e belo.

Com isso vemos a grande contribuição que a religião deu ao desenvolvimento da arte e da cultura, e vice-versa. 

 Texto elaborado por Ivan Rojas
email:
ivan@religiaocatolica.com.br

Colaboração: Marisa Arruda Barbosa
email:
marisa@religiaocatolica.com.br

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