A
História da Salvação
A Bíblia ou Sagradas
Escrituras contém toda a revelação Divina. Trata-se de uma coleção
de Livros Sagrados que contém relatos desde a Criação do universo até
o que virá no Final dos Tempos. Foi através das Sagradas Escrituras
que Deus se comunicava e se comunica até os dias de hoje com os homens,
para Se revelar, ensinar, guiar, repreender, exortar, instruir,
encorajar. Enfim, para Se comunicar com suas criaturas tão amadas. A Bíblia,
quando utilizada em oração, é o diálogo com Deus.
“Antes bem-aventurados aqueles
que ouvem
a palavra de Deus e a observam”.
(Lc 11,28)
O Que é a Bíblia? Que Livros
Contém?
A História da Salvação
Após o Pecado Original, feito
pelos nossos antepassados, Adão e Eva, o homem viveu afastado de Deus,
até o surgimento de Abraão. De fato, Deus pede a Abraão, por volta de
1800 antes de Cristo, que deixe a terra onde mora com seus parentes, em
Ur da Caldéia, e se dirija à terra que hoje chamamos de Santa. Lá
começa, por assim dizer, a história de nossa Salvação; isto é a Bíblia,
os Livros Sagrados para judeus e cristãos.
A História da Salvação é,
na verdade a História da Revelação de Deus aos homens, a princípio
dirigido a um povo, o povo hebreu, através de Moisés, e mais tarde, de
modo público, isto é, dirigido a todos, na figura de Jesus Cristo. O
“Antigo Testamento” é um conjunto de Livros Inspirados por Deus e
escritos por diversos autores, chamados de “Hagiográficos”,
“escritores da Palavra Divina”. O mais importante deles foi o próprio
Moisés, que escreveu os primeiros cinco Livros da Bíblia, conhecidos
como “Pentateuco”.
O primeiro Livro é o “Gênese”,
que nos fala sobre a criação do mundo e o desenvolvimento
dos povos primitivos, passando por Abraão, Isaac, filho
de Abraão, Esaú e Jacó, filhos de Isaac, até o advento de
Moisés, que recebeu de Deus, no Monte Sinai, as Tábuas contendo
os Dez Mandamentos. Os demais Livros são: “Êxodo”, “Levítico”,
“Números” e “Deteuronômio”, todos eles estabelecendo um
conjunto de Leis e Regras para a vida cotidiana e espiritual
do povo. Após a morte de Moisés, segue-se um conjunto de
Livros tidos como “históricos”, pois contam o desenvolvimento
do Reino e dos fatos mais importantes na vida de Israel.
Os Livros de “Juízes”, “Reis”, “Crônicas” contam essas principais
passagens, tendo como base a vida dos principais Reis, sobretudo
David, que reinou em Israel por volta de 1000 anos antes
de Cristo, e seu filho, o Rei Salomão.
Seguem-se os Livros
“Sapienciais”, que são Livros de ensinamentos morais e de
espiritualidade. Após esses, temos os Livros “Proféticos”, onde
aparecem as grandes personalidades proféticas do antigo Israel, como
Isaías, Geremias, “Lamentações” etc.
Por volta do ano 600-580 antes
de Cristo, Israel cai sob o domínio dos Babilônicos, com o comando de
Nabucodonosor, Imperador da Babilônia. São deportados e escravizados
novamente. Surgem então os Grandes Profetas do Exílio, como Daniel,
Ezequiel, Oséias e outros. Setenta anos depois da deportação Ciro
substitui Nabucodonossor como Imperador e publica um Édito Imperial
libertando os hebreus, que voltam para Israel. A volta dos hebreus e a
construção do II Templo em Jerusalém são relatada nos Livros de
Neemias e Esdras.
Por volta do ano 250 antes de
Cristo, porém, Israel cai novamente, agora sob domínio do Grande Império
Romano, que está em franca ascensão.
O último Livro do “Antigo
Testamento”, é o de Malaquias, próximo do ano 50 antes de Cristo.
Finalmente, já no contexto do
“Novo Testamento”, aparece João Batista, a pregar no deserto a
vinda do Messias, que se realiza na Pessoa de Jesus de Nazaré.
A vida, ensinamentos, milagres
e a Grande Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo são relatados
pelos quatro Evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João
Segundo os Santos Evangelhos,
Jesus pregou durante três anos.
Por volta do ano 33 de nossa
era, Jesus é preso pelo poder dos judeus, o “Sinédrio”, e
apresentado a Pilatos, que era na época governador da Judéia, e
acusado de “blasfemador” e “falso profeta” que não merece senão
a morte!
Nessa situação, Cristo, o
Salvador dos Homens é condenado à crucificação!
Cristo é crucificado numa
sexta-feira (a chamada sexta-feira da Paixão) apenas para surgir
Vitorioso dos laços da morte no Domingo seguinte que é, portanto, o
Domingo da Ressurreição, isto é, a Páscoa cristã.
Após a Ressurreição e Ascensão
de Cristo (que se deu 40 dias depois de sua Gloriosa Ressurreição),
o Espírito Santo, que já havia sido prometido por Jesus,
desce sobre os Apóstolos, no chamado Domingo de Pentecostes.
Aí se dá verdadeiramente o nascimento da Igreja.
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Os
Evangelhos
Os
Evangelhos são conjuntos
de Livros Inspirados, portanto palavra viva de Deus, que trazem os
Ensinamentos, Milagres e a narração da Morte e Gloriosa Ressurreição
de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foram escritos por discípulos ou
seguidores de Jesus, todos nos anos seguintes à Ascensão de Cristo aos
Céus. Os Evangelistas são: Mateus, Marcos, Lucas, João. Destes,
Mateus e João foram discípulos diretos de Jesus, enquanto Marcos e
Lucas, seguidores destes.
O principal
propósito dos Evangelistas é demonstrar que Jesus de Nazaré é o
Messias prometido e enviado por Deus a todo o povo de Israel e a todos
os homens. Visam, também, levar a Boa-Nova da Salvação a todos,
mediante o Batismo, o arrependimento dos pecados e a conversão dos
costumes. Cada Evangelista tinha um propósito específico ao escrever
seu Evangelho, cuja tradução significa “Boa-Nova”. Isso porque
eram dirigidas às comunidades cristãs fundadas em diferentes lugares,
conforme a conversão e a propagação do Cristianismo. Todos, porém,
foram escritos em grego, língua universal na época.
Mateus:
O Evangelho de Mateus é o primeiro que aparece na Bíblia.
Mateus
foi um dos doze Apóstolos de Cristo, exatamente aquele a
quem Jesus chamou para segui-lo, quando se encontrava em
um posto de cobrança de taxas, pois era cobrador de impostos.
Jesus disse: “Vem e segue-me. O homem levantou-se e o seguiu”(Mat
8,9).
Ao que tudo indica, Mateus escreveu seu Evangelho na pópria
Palestina, para cristãos convertidos do judaísmo. Por esse
motivo, seu texto é rico em citações do Velho Testamento,
pois se dirigia a judeus conhecedores das Sagradas Letras.
Foi escrito por volta do ano 60 de nossa era. Um de seus
principais pontos é o ensino de Jesus sobre as “Bem-Aventuranças”,
bem como o dramático confronto de Jesus com o demônio, no
deserto.
O
Autor demonstra claramente que Jesus é o “Rei de Israel”,
vindo da Casa de David, e o Redentor do Homem. Mateus descreve
de modo bastante intenso o processo de prisão, condenação,
Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Seu relato termina
com a declaração missionária de toda a Igreja: “Ide e fazei
com que todas as nações se tornem discípulos.Batizai-as
em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as
a observar tudo que vos ordenei. Eis que estarei convosco
até a consumação dos séculos”. (
Mat 28,16 e ss).
Marcos:
O segundo Evangelho relatado no Novo Testamento é o de Marcos.
Marcos
não foi discípulo direto de Jesus, mas seguidor dos Apóstolos.
Ao
que parece, foi o primeiro a escrever a vida de Jesus, antes mesmo de
Mateus, e isso por volta do ano 50-55 de nossa era. Seu nome aparece nos
“Atos dos Apóstolos” ( At: 12.12 ), como discípulo de Pedro e
companheiro de Paulo em suas viagens missionárias. É o menor de todos
e o menos sistemático na apresentação dos temas.
Marcos
nos apresenta Jesus como “O Grande Servo de Israel”, que
veio ao mundo para “Sacrificar-se pelos homens”. Como Mateus,
Marcos relata a Ressurreição de Cristo, primeiro às mulheres,
como a Maria Madalena, e em seguida a seus Apóstolos. Marcos
termina seu Evangelho de forma também missionária. “Ide
por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura.
Aquele que crer será salvo; o que não crer será condenado”.
(
Mc 16,15 ).
Lucas:
O terceiro evangelista é Lucas, um médico de Antioquia,
que conhece o grego desde a infância. O pouco que sabemos
de sua vida está narrado por Eusébio ( História Eclesiástica,
vol. III, 4-6 ), que a ele faz referência, bem como pelo
próprio S. Paulo, de quem é amigo e companheiro de apostolado.
(Col 4,14).
O
evangelho de Lucas é talvez o mais gracioso em estilo e em citações
de fatos do nascimento e da infância de Jesus. O próprio evangelista
nos diz que tentou se informar de todas as palavras, ações e milagres
de Jesus. Ao que tudo indica, colheu informações inclusive de Maria,
relatadas principalmente no início de seu Evangelho.
É
Lucas quem nos relata a anunciação do anjo Gabriel a Nossa Senhora, o
nascimento de Jesus numa gruta de Belém, a visitação de Maria a sua
parente Isabel (mãe de João Batista), o episódio do menino Jesus aos
12 anos discutindo com os doutores da Lei no Templo de Jerusalém, etc.
Segundo
os estudiosos, o Evangelho de Lucas foi escrito por volta do ano 60 de
nossa era, antes da morte de S. Pedro e S. Paulo, que se deu no ano 67
em Roma.
Como
veremos adiante, foi Lucas quem também narrou o Livro conhecido como
“Atos dos Apóstolos”, onde se narram os fatos, viagens e
acontecimentos da vida dos primeiros cristãos, principalmente de Pedro
e Paulo.
João:
O último evangelista canônico do Novo Testamento é o Apóstolo João,
o mais jovem seguidor de Cristo, autor também do último Livro da Bíblia,
o “Apocalipse”, ou Livro das Revelações.
O
Evangelho de João é de cunho eminentemente “Espiritual”, pois
enfatiza a todo o momento o caráter Divino de Jesus. Não que os demais
Evangelistas não o façam, mas em João essa característica é
fundamental. Por esse motivo, João inicia sua narração com seu famoso
“Prólogo”, onde diz que “O Verbo era Deus”. E ainda: “E o
Verbo se fez carne e habitou entre nos”.
Pela
leitura atenta de seu Evangelho, percebe-se que João já
supunha conhecida, por seus leitores, a vida de Jesus, narrada
pelos demais evangelistas, e que desejava completar de modo
mais “teológico” o que os seus colegas escreveram. De fato,
segundo os estudos de especialistas bíblicos, o cristianismo
já se encontrava bastante difundido por todo o império romano,
e não havia a necessidade de se estender muito sobre o cotidiano
de Jesus, e sim sobre sua divindade e harmonia com Deus-Pai.
Ainda assim, é emocionante o relato dos milagres de Jesus,
como a ressurreição de Lázaro, a cura do cego de nascença
e outros, com todo seu colorido diálogo e riqueza de imagens
que os caracterizam.
A
parte final de seu Evangelho, a partir do capítulo 14, é
um estudo sublime de alta teologia, onde Nosso Senhor Jesus
Cristo explica sua origem Divina, sua relação com Deus-Pai
e a vinda do Espírito Santo, “que vos lembrará de tudo que
Eu vos disse, e vos ensinará outras tantas coisas”. É nesse
momento que Jesus ora: “Para que todos sejam um, como nós
somos um, Ó Pai”.
Atos
dos Apóstolos
Além
dos Evangelhos citados acima, um conjunto de outros Livros
foram escritos como continuação dos anteriores, tendo sempre
como objetivo explicar e aprofundar o ensino doutrinário
e catequético para os cristãos da antigüidade. Assim, Lucas,
de cujo Evangelho já falamos, escreveu também os “Atos dos
Apóstolos”, onde relata o conjunto de fatos, viagens, milagres,
apostolados e martírios, vividos e sofridos pelos primeiros
santos de nossa Fé. A princípio, este Livro deveria formar
um só corpo com o próprio Evangelho de Lucas. Mas foi separado
deste por volta do ano 150, quando os fiéis quiseram ter
os Evangelhos postos num só códice. Nos “Atos”, Lucas, que
os escreveu por volta do ano 60-65, começa seu relato nos
mostrando a Gloriosa Ascensão de Cristo aos céus e a vinda
do Espírito Santo na festa de “Pentecostes”. Nasce aí, como
veremos a seguir, a Igreja de Cristo.
Cinqüenta
dias após a Ressurreição de Cristo, estando reunidos os
Apóstolos num lugar fechado, veio sobre eles o Espírito
Santo, como já havia sido previsto por Cristo (João, 16,5
e ss). É Lucas quem nos ensina: “Tendo-se completado o dia
de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De
repente, veio um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso,
que encheu a casa toda onde se encontravam. Apareceu-lhes
então, línguas de fogo, que se repartiam e
pousavam sobre cada um deles. E todos ficaram repletos
do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito lhes concedia se exprimissem.” É nessa
situação que os Apóstolos compreendem tudo o que Jesus lhes
havia ensinado e passam a fazer milagres e ensinamentos,
como o próprio Jesus o tinha previsto. (João, 16,14 e ss).
Lucas
nos relata então todos os acontecimentos posteriores, como os milagres
de S. Pedro e de outros apóstolos, a conversão de S. Paulo e suas
viagens apostólicas . Relata-nos
ainda, as prisões de Pedro e Paulo, a morte de S. Estevão, que foi o
primeiro mártir da nova Igreja e demais acontecimentos da vida dos
primeiros cristãos.
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As
Cartas Apostólicas
Após
os Atos dos Apóstolos, segue-se um conjunto de documentos
de importância fundamental conhecidos como “Cartas Apostólicas”
ou “Epístolas”. Trata-se de escritos dirigidos a diferentes
comunidades cristãs localizadas ao longo de todo o mundo
antigo, da Ásia Menor, da Palestina, e da Europa romanizada.
Vários
são os autores dessas cartas, como S. Paulo, S. Pedro, S. João, S.
Tiago e S. Judas Tadeu. Dessas, as mais importantes são as de S. Paulo,
em número de quatorze, além de duas de S. Pedro, três de S. João,
uma de S. Tiago e uma de S. Judas Tadeu.
Cartas
de S. Paulo
O
Apóstolo Paulo escreveu um conjunto de quatorze cartas ou “Epístolas”,
dirigidas a diferentes comunidades cristãs da antigüidade. São
apresentadas em ordem de importância no texto bíblico. A primeira
delas é a “Epístola aos Romanos”, de valor fundamental, por
discorrer sobre a “Salvação pela Graça” em Jesus Cristo. Como o
nome diz, foi endereçada aos cristãos de Roma, por volta do ano 60 de
nossa era.
Em
ordem cronológica, porém,
temos: Aos “Tessalonicenses”, por volta do ano 50; as duas aos
Coríntios,
escritas entre os anos de 50-52; aos “Gálatas”, por volta do ano 60
(juntamente com a escrita “aos Romanos”), passando pelas de “Efésios”,
“Filipenses”, “Colossenses”, a “Timóteo”, a “Tito”, a
“Filemon”, e finalmente uma Carta aos Hebreus.
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O
Apocalipse
O último
Livro reconhecido como “canônico” pela Igreja é o Livro Do
“Apocalipse”, ou das “Revelações”, sua tradução do grego.
Foi escrito no ano noventa e cinco de nossa era, na ilha de “Patmos”,
no litoral da Grécia, onde o Apóstolo João estava exilado pelas
autoridades romanas da época.
Na
verdade João escreveu seu “Apocalípse”, após um conjuntos de visões
sobrenaturais, suscitadas por Deus, por meio de seus anjos.
João era o mais jovem discípulo de Jesus, “aquele a quem
Jesus amava”, como nos ensina as Sagradas Escrituras e a Tradição (Jo,
21, 20-21). Ficou exilado nessa ilha, por alguns anos, vindo a morrer no
ano cem de nossa era, quando termina então, as Revelações públicas
de Jesus Cristo.
Era um
período de grandes sofrimentos para as comunidades cristãs de todo o
mundo antigo, pois havia grandes perseguições contra os cristãos,
perpetradas por Nero, o impiedoso Imperador de Roma.
Nessa
situação de angústia e aflição para todo o orbe católico, Deus
enviou seus anjos para revelar a João, o conjuntos de fatos e situações
que todos estaríamos a enfrentar, até a consumação dos tempos, ou a
volta triunfal de Cristo na Glória, no dia do Juízo Final.
É
portanto um verdadeiro “Livro de revelações”, pois além de nos
ensinar as coisas de Deus e de seus Tempos, nos fortalece na Fé, nos
exortando a viver as atribulações e os problemas cotidianos com Fé,
Esperança e Amor!
Na
verdade, o Apocalípse é um Livro de leitura difícil, pois está todo
ele redigido com muitos símbolos, figuras literárias de época, e
linguagem rebuscada, que torna sua compreensão sempre problemática. De
fato, ao longo da história foram muitos os estudiosos que se debruçaram
sobre o texto, visando sua explicação e apresentação “didática”
para o conjuntos dos fiéis.
Divisão do texto para fins de maior compreensão.
Uma
divisão razoável do texto para fins didáticos nos é oferecida pelos
exegetas (estudiosos) da “Bíblia de Jerusalém”, feita por diversos
especialistas em Ciências da Religião, lingüistas, tradutores,
historiadores, e outros, publicada em 1989 pela “Edições
Paulinas”, em S. Paulo.
Prólogo. - Anuncio dos Anjos a João, sobre os
acontecimentos que se darão, e sobre a Realeza de Deus.
-
Satanás contra a Igreja.
-
A Besta contra a Igreja
-
Anúncio e preâmbulo do Grande Dia da Ira
O Grande Dia da Ira – Apresentação da Babilônia
-
Queda da Babilônia
-
Os eleitos preservados
-
Lamentação sobre Babilônia
-
Cantos de triunfo
O Reino Messiânico – O combate escatológico
-
O Julgamento
-
A Jerusalém futura
Apêndice – As duas testemunhas
Breve explicação sobre os temas apresentados
O apóstolo
João, que estava prisioneiro na ilha de Patmos, recebe a visita de um
anjo, que lhe pede para anotar tudo o que aconteceria no decorrer dos
tempos, até a vinda de Cristo no Dia do Juízo Final, para julgar vivos
e mortos.
Dessa
forma, João escreve tudo que vê e ouve.
O
principal no texto de São João, é a luta sem tréguas, entre o demônio
e o Cristo, o Messias de Deus.
João
descreve uma luta que houve no princípio dos tempos entre o Anjo Miguel
e Lúcifer, com derrota desse último, que se transforma em um ser
oposto ao querer de Deus, um demônio. O demônio, também chamado de
“dragão”, desce à terra para fazer guerra contra a Igreja de Deus,
e a seus filhos, conclamando todos os poderosos da terra a se unirem a
ele, em sua luta contra o Bem.
Satanás
apresenta aos povos, uma “Besta”, que faz grandes prodígios na
presença dos homens, seduzindo-os com falsos milagres, portentos.
Os
filhos de Deus porém, não se deixam enganar, e por esse motivo a
“Besta”, juntamente com um “falso profeta”, promovem perseguições
à Igreja de Jesus Cristo.
Todo o
texto joanino é, porém, todo ele tomado por símbolos e imagens alegóricas,
o que o torna sempre muito instigante e complexo.
O Livro
termina com a derrota do demônio e de seus seguidores, quando então
Cristo instaura o seu Reino de Glória e Felicidades eternas,
simbolizadas pela vinda da “Nova Jerusalém Celeste”.
A mensagem do texto é portanto, a da fidelidade
a Deus e à sua Igreja, suscitando os fiéis à confiança e a oração, sem se
deixar levar e enganar pelas seduções desta vida, e de seus atrativos
materiais.
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Como
ler a Bíblia
Uma questão
fundamental que se coloca quando falamos de Bíblia é: Como devemos lê-la?
Isto é, como
interpretar os Textos Sagrados com seus simbolismos e seus estilos literários?
Os Livros
Sagrados foram escritos ao longo de muitos anos, (principalmente o
Antigo Testamento), de modo que ao examinarmos seu conteúdo, devemos
ter sempre em mente, as diferentes situações, épocas e estilos dos
autores hagiógrafos, para não cairmos numa leitura sempre
reducionista, ao "pé da letra", como se costuma dizer.
Por esse motivo,
a principal regra nos estudos bíblicos, é a de seguir as orientações
do Magistério da Igreja, isto é, a palavra do Papa, e de seus
auxiliares, os Bispos e os teólogos por eles indicados.
Embora a Bíblia
diga sempre "toda a verdade sobre
as coisa de Deus e da Salvação", (Concilio Vaticano II, Constituição
Dogmática Dei Verbum), ela constantemente o faz, levando-se em conta os
símbolos, e os estilos de época, já mencionados anteriormente.
Assim, ao longo
do tempo, nunca faltou orientações precisas sobre o significado de
cada texto específico de todo o conjunto da Bíblia.
Os primeiros
interpretes autorizados, foram os chamados "Padres da Igreja",
do período conhecido como "Patrística", isto é os sete
primeiros séculos da Igreja, ou Igreja Primitiva.
Foi dessa maneira
que estudiosos como São Clemente de Roma, São Justino, São Clemente
de Alexandria, São Gregório de Naziano, Santo Agostinho, São Jerônimo
e tantos outros, indicaram as principais linhas de compreensão e
interpretação das Sagradas Letras.
É sempre
importante por isso, termos em mãos um exemplar bíblico com muitas
notas explicativas aprovadas pelas Autoridades da Igreja, para termos
segurança na compreensão e interpretação dos textos estudados e
meditados.
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