INTERAÇÃO 
   Agradecimentos &
   Testemunhos
   Cartão Virtual
   Espaço Aberto
   Fale Conosco
   Peça sua Oração
   Vela Virtual
   Ver Cartão
   Viagens
CANAIS
   Entrevistas
   Eventos
   Fotos & Imagens
   Indique este Site
   Links
   Santos &
   Orações do Dia
   Sites Úteis
CONTEÚDO
   Arte Sacra
   Artigos
   Bíblia
   Deus Pai
   Espírito Santo
   Glossário
   Igreja
   Jesus Cristo
   Jubileu 2000
   Maria
   Orações
   Outras Religiões
   RCC
   Santos
   Terceiro Milênio
CAMPANHAS
   Pe. Eugenio Maria
   Pe. Roberto
 

A Catequese Da Beleza

D. José C. Velasco

O ícone (do grego eikon = imagem, retrato, semelhança), quadros pintados sobre a madeira com a utilização de matérias naturais, ricos de teologia e de catequese bíblica, têm sua origem milenar no mundo grego e russo. A gênese desta verdadeira arte sacra remonta os séculos 4 e 5, no primitivo cristianismo de Bizâncio, na cidade de Constantinopla (hoje Istambul, capital da Turquia). Sua historia foi marcada por perseguições e martírios de monges pintores ou defensores das imagens, por parte do movimento iconoclasta (726 a 842), mas obteve seu triunfo na devoção do povo que nela encontrou os reflexos do sagrado. 

Trata-se da típica arte sacra da Igreja Ortodoxa porque é canônica, isto é, existem regras fixas para reproduzir um ícone, como jejum, orações, conhecimento da Escritura, da Tradição, do Magistério, etc.

O que de fato é ícone?

O ícone é uma imagem , mas nem toda imagem é um ícone. Este é muito mais que uma livre representação de um ministério, deixada por conta da imaginação do artista; não se trata daquele espiritual fruto da sensibilidade, das divagações subjetivas e dos insípidos gostos pouco claros; não é um retrato no sentido moderno, secularizado e pouco transcendente. Ao contrario, sua linguagem é simples e visa somente à glorificação do ministério. De fato, o ícone é: celebração do ministério de nossa salvação – Encarnação, Morte, e Ressurreição – por isso, instrução dos fiéis.

Finalidades do ícone

A iconografia cristã, por sua natureza, é semelhante a uma escola de oração e purificação interior, que tem por objetivo favorecer um encontro sempre mais claro e sincero com Jesus e sua Igreja.

A técnica da pintura bizantina é somente o terreno onde se cultiva e se desenvolve o ministério de tal encontro. A missão do iconógrafo é aquela de tornar visível e tangível a “Verdadeira Beleza”, escondida no ministério silencioso das escrituras. Nesse caminho, ele não está só, mas em companhia com uma inteira tradição de santos que o procedem e o ajudam no longo caminho de sua existência. Segundo a igreja oriental, o iconógrafo é chamado a tornar sagrado tanto o conteúdo quanto a forma de sua pintura, por isso a obra que sai de suas mãos deve encontrar analogia  nas Escrituras e na Tradição dos Santos Padres. Ou como disse o VII Concílio Ecumênico: “A ele cabe somente o aspecto técnico, porque toda a elaboração do ícone provém dos Santos Padres”.

Quem é e como vive o iconógrafo

O dia do iconógrafo começa cedo: logo que levanta, faz misericórdia e a sabedoria de Deus, ora fazendo uma medição da Escritura, ora contemplando um ícone de Cristo ou da Virgem Maria. Antes de começar o sagrado trabalho de pintura, ele faz uma das orações próprias do iconógrafo, das quais a mais famosa é:

“Oh Divino Mestre, Ardoroso artífice de toda a criação. Ilumina o olhar do teu servo, guarda o teu coração, rege e governa a sua mão para que dignamente e com perfeição, possa representar a tua santa imagem. Para a Glória, a Alegria e a Beleza da Tua Santa Igreja”.

Ele deve ser responsável e fiel ao reproduzir um modelo ou criá-lo, conforme a Escritura, a Tradição e a Doutrina da Igreja. Como o sacerdote no Santo Oficio, assim também é o pintor de ícone ao transformar a divina Liturgia, por meio de cores, sobre a tábua. Em sua vida diária, deverá cultivar os valores mais altos, tais como a humildade e a caridade, procurando viver em paz e corretamente, evitando as conversas frívolas e as vaidades mundanas. Deverá jejuar e orar antes e durante o trabalho, seguindo as normas da Igreja, pois somente se sua fé for muito forte e a sua mente sempre vigilante na oração é que a sua obra poderá transmitir uma mensagem àqueles que a observarão.

Que tenha um bom diretor espiritual e um padre confessor para não cair no pecado da soberba, ao levar muito alto a mente e o coração a Deus. Que siga a técnica pictória dos grandes mestres iconógrafos (emulsão a ovo, terras, minerais, etc) da qual já foi comprovada a estabilidade, beleza e resistência ao longo dos séculos.

Ele nunca deverá esquecer que, com seu ícone, serve o Senhor, comunicando e cantando sul gloria.

O que o íncone diz aos homens do terceiro milênio?

Para individuar o Belo é preciso ir além do olhar, atingir a perfeita harmonia e, em última análise, suscitar a oração.

Dentro dessa linha, recordo a carta de João Paulo II aos artistas: “Este mundo no qual vivemos precisa da beleza, para não cair no desespero. A beleza com a verdade, dá alegria ao coração dos homens e é fruto precioso que resiste ao desgaste do tempo, que une as gerações e as faz comunicar na admiração. (...) Nobre mistério aquele dos artistas, quando as suas obras são capazes de refletir, em qualquer modo, a infinita beleza de Deus e endereçar a Ele as mentes dos homens”.

Infelizmente, nossa época está marcada por uma forte poluição visual, que não somente ilude, mas também confunde a mente e o coração do homem. A Beleza é o nome divino junto com a Verdade, mesmo se esquecida. Os valores: beleza, bondade e verdade vivem somente se em comum acordo. O Bem se separando da Verdade e da Beleza, é somente um sentimento indefinido, um impulso privado de força; a Verdade abstrata é uma palavra vazia e a Beleza sem o Bem e a Verdade é somente um ídolo.

Quando o grande escritor russo Dostoiévski afirmou que somente a “beleza poderá salvar o mundo”, sem dúvida, disse a verdade, porque ela tem sua raiz na glória de Deus. A mensagem transmitida pelo ícone é sempre será atual, porque diz respeito ao homem e o divino, por isso sua singela beleza é do Originário e, ao mesmo tempo, antecipação do Definitivo.

“A grandeza e a beleza das criaturas levam, por analogia, à contemplação de seu Autor” (Sb 13,5), “pois foi a própria fonte de beleza que as criou” (Sb 13,3).   

Fonte: Revista Mundo e Missão – Abril de 2000

missão@cidadanet.org.br
 
DOUTRINA
• Deus Pai
• Jesus Cristo
• Espírito Santo
• Maria
• Igreja
• Bíblia
APOIO ESPIRITUAL
• Orações
• Peça sua Oração
• Velas Virtuais
CARMELITAS


Carmelitas mensageiras do Espírito Santo

PALAVRA DA IGREJA



• Palavra   do Papa



Medjugorje
• Cartas às Famílias
• Igreja/Documentos

INDIQUE ESTE SITE A UM AMIGO
Seu Nome:

Seu e-mail:

Nome do amigo:

e-mail do amigo:


COPYRIGHT©2001 A Reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site é proibida. Conheça nossa política de privacidade