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Os Dez Mandamentos

Como sabemos, Deus deu a todos os homens, através de Moisés, um conjunto de Leis para serem observadas por todos, conhecidas como “Os Dez Mandamentos” ou o Decálogo (Ex 20, 1). Essas Leis são como “regras para o bem viver”, que concede a todos uma “bússola” para nos guiar na vida nos conferem a Graça sobrenatural e uma sociedade melhor!

Os Dez Mandamentos
   

Assim temos:

  1 - Amar a Deus sobre todas as coisas.

  2 - Não tomar seu Santo Nome em vão.

  3 - Guardar domingos e festas.

  4 - Honrar pai e mãe.

  5 - Não matar.

  6 - Não pecar contra a castidade.

  7 - Não furtar.

  8 - Não levantar falso testemunho.

  9 - Não desejar a mulher do próximo.

10 - Não cobiçar as coisas alheias.


Vejamos cada um deles um pouco mais de perto.

1- “Amar a Deus sobre todas as coisas”

Não basta dizer “creio em Deus”. Temos o dever de amá-Lo e adorá-Lo acima de tudo e de todos em nossa vida, isto é, em primeiro lugar.

Em Ex. 20,1-2, Deus falou a Moisés: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face”.

Isto significa que temos um compromisso espiritual, um compromisso com aquilo que é realmente fundamental, com aquele que é o princípio de todas as coisas. Somos sua criatura e, pelo Batismo, somos seus filhos.

A Ele devemos recorrer sempre, em todas as situações e não somente nos casos extremos, quando a força humana se esgota, pois é o nosso pai espiritual por excelência.

Esse primeiro mandamento nos ordena cuidar, alimentar e crescer na fé, isto é, procurar “conhecer” a Deus através das Sagradas Escrituras, da Doutrina e livros espirituais. Outra maneira de conhecer a Deus é através da oração, quando experimentamos o quanto somos amados por Ele e o quanto Ele cuida de cada detalhe da nossa vida. Sem oração não há como conhece-Lo de perto e nem como receber as bênçãos que para nós são reservadas. 

“Vinde, Espírito Santo e dai-nos voss alegria para professar a 

 em Deus Pai que nos criou,

 em Deus Filho que nos redimiu e

 em Deus Espírito Santo que nos santificou”.

 

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2- “Não tomar seu Santo Nome em vão”

O segundo Mandamento nos lembra que o Nome de Deus é sagrado e por esse motivo não pode ser invocado de forma leviana. Devemos evitar citar as coisas de Deus fora do ambiente de oração e de culto, ou da pregação evangélica, pois existe o perigo de blasfêmia, leviandade e falta de respeito.

Quanto aos juramentos, lemos na epístola de São Tiago, capítulo 5, versículo 12: “Antes de mais nada, meus irmãos, abstende-vos de jurar. Não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem empregueis qualquer outra formula de juramento. Que vosso sim seja sim; que vosso não seja não. Assim não caireis no golpe do juramento”.

Esse mandamento nos alerta também a uma reflexão antes de qualquer voto a Deus, pois o que for prometido a Ele deve ser cumprido.

“Vinde Espírito Santo e deleitai-nos

 com o conhecimento e

 a experiência da Santíssima Trindade”.

 

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3- “Guardar domingos e festas”

Devemos reservar um tempo para Deus todos os dias, assim como reservamos para nossas atividades, obrigações e descanso. A Ele agradecer, entregar os afazeres e pedir auxílio.

A missa é, na verdade, a melhor maneira de santificar o dia do  Senhor e também os outros seis dias, embora Deus Pai nos cobre apenas uma hora das cento e sessenta e oito que Ele nos dá a cada semana.

Aos domingos, dia do Senhor, e nos dias de preceito, é obrigação de todo cristão prestar culto a Deus na Igreja, em comunidade. Pois a missa é a maior e a mais completa oração. É o momento em que recordamos  nossa redenção, merecida com o Sangue de Jesus, e ainda celebramos a Ceia instituída por Ele.

A celebração eucarística do domingo constitui o cerne da vida da Igreja. Essa participação comunitária aos domingos é o testemunho vivo de pertença e fidelidade a Cristo Jesus e sua Igreja.

“Vinde, Espírito Santo, e elevai-nos

em espírito e verdade

à adoração jubilosa do mistério do amor”.

 

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4- “Honrar pai e mãe”

O quarto mandamento nos pede respeito, presteza e obediência aos nossos pais, que se convertem espontaneamente em amor num lar verdadeiramente cristão, ou aos que ocupam o lugar deles, bem como aos superiores a nós. Ensina-nos ainda o valor intrínseco da família, a “célula mater” da sociedade. 

Nesse mandamento estão incluídos os deveres para com a sociedade, independente de raça ou nação, e o amor à Pátria.

“Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o vosso poder,

 para que possamos aderir plenamente à vontade do Pai,

 para testemunhá-la com amor de filhos”.

 

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5- “Não matar”

O 5° mandamento é o aprofundamento do anterior. Trata do respeito e dos cuidados que devemos ter uns com os outros. É o mandamento da caridade por excelência, incluindo os aspectos materiais e espirituais.

Para observar esse mandamento, devemos praticar as virtudes que nos levam a amar como Jesus amou, citadas na carta de São Paulo aos Gálatas: O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança (Gl 5, 22).

E o próprio Jesus nos faz uma advertência: “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?”(Mt 5, 46).

A vida humana é dom sagrado de Deus.  Devemos ver, em cada ser humano,  a “fagulha” de Deus que ilumina toda as pessoas. Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 26), e por esse motivo, não podemos senão cuidar da vida humana com respeito e afeto, vendo em cada irmão um pouco do próprio Deus.

No sermão da montanha, Nosso Senhor nos lembra desse mandamento, e acrescenta a proibição ao ódio, à vingança e à inveja, que são como raízes das desordens da alma em relação ao amor ao próximo.

Outra conseqüência desse mandamento é a proibição ao aborto, crime hediondo, pois tenta-se contra a vida do inocente e do indefeso.

“Vinde, Espírito Santo, e

 apaixonai-nos sempre pelas coisas

que se referem ao amor

e ao serviço de Deus”.

 

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6- “Não pecar contra a castidade”

Não pecar contra a castidade significa romper com toda ação contrária à castidade, tais como: olhares, conversas, leituras, filmes,  pensamentos.

 Desde o pecado das origens, o ser humano adquiriu uma série de más tendências; são os chamados pecados capitais, e entre eles está a desordem sexual, contra a qual devemos lutar. São Paulo nos exorta: “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós...?” (1Cor 6, 19)

Para o cristão, a sexualidade está intimamente ligada ao amor real e ao compromisso. Nossa sociedade moderna é muito liberal e em nome da “liberdade” se faz um verdadeiro culto ao sexo. Perdeu-se em grande parte a noção de pudor, de pecado e de finalidade real do sexo.

“Vinde, Espírito Santo, e adverti-nos sempre

contra os maus desejos

e as tentações”.

 

 

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7- “Não furtar” 

O sétimo mandamento da lei de Deus nos ensina que não podemos roubar, tirar,  as coisas alheias. É o típico mandamento inscrito no coração do homem, e peca-se gravemente contra a justiça quem rouba os bens de outro ou da coletividade. Estão incluídas nesse mandamento as seguintes proibições:

  • roubo
  • danos ao próximo ou a seus bens
  • não trabalhar conforme o dever ou trabalhar mal
  • pagar salário injusto
  • servir-se da miséria alheia
  • não cumprir com os deveres do próprio cargo, prejudicando o próximo ou o bem comum
  • emprestar dinheiro com juros excessivos
  • falsificar e subornar

 

“Vinde, Espírito Santo, e transformai-nos

no íntimo do nosso coração

e da nossa mente”.

 

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8- “Não levantar falso testemunho” 

O oitavo mandamento  proíbe o falso testemunho, a calúnia, difamação, julgamentos, insinuações e toda ofensa contra a honra e a boa fama do próximo.

Peca gravemente contra essa verdade todo aquele que mente contra o seu próximo, espalhando falsas notícias ou difamando sua vida. Esse pecado, infelizmente, é muito comum nos dias de hoje e freqüentemente não nos damos conta do número de vezes que difamamos, fazemos mexericos e comentários nocivos contra a vida de alguém. Diante de Pilatos, Cristo declara que “veio ao mundo para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). Não podemos nos “envergonhar de dar testemunho do Senhor” (2Tm 1,8). Sim, pois somos testemunhas vivas do Evangelho de Jesus na verdade e na fé.

“Vem, Espírito santo, e corrigi-nos

 nos nossos erros de

pensamentos, palavras, obras e omissões”

 


9- “Não desejar a mulher do próximo”

O nono mandamento da Lei de Deus é, na verdade, uma extensão do sexto. Se naquele éramos alertados para a sobriedade e regramento nas questões relativas ao sexo, neste somos alertados a vigiar contra as tentações de adultério  e observar a fidelidade conjugal.

“Vinde, espírito santo, e aconselhai-nos

nos nossos pensamentos,

propósitos e decisões”.

 

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10-“Não cobiçar as coisas alheias”

O décimo e último Mandamento da Lei de Deus nos alerta contra a tentação de cobiçar tudo aquilo que não nos pertence. Dentro desse Mandamento está a vigilância contra os sentimentos de inveja.

Por traz desse Mandamento está a observância contra o roubo, a rapinagem, a fraude, já claramente explicitada no sétimo Mandamento. Essa Lei de Deus nos proíbe a avidez e o desejo desordenado de uma apropriação desmedida dos bens terrenos.

Alerta-nos também quanto a injustiça sofrida pela pessoa lesada em seus bens temporais. A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante de um bem alheio e seu desejo de privar-lhe desse bem.

“Vinde, Espírito Santo, e premiai-nos

com a única coisa que pode preencher

o nosso insaciável coração”.

Jesus, nosso Mestre, nos ensina: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o  primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é: amarás teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas”. (Mt 22, 37-40).

Ao analisarmos os dez Mandamentos fica, para nós, mais fácil de entender a profundidade da recomendação de Jesus, que condensa em dois tópicos importantes a Lei de Deus.

O primeiro passo para experimentar o amor de Deus é o desapego das coisas, das pessoas e de si mesmo.

Plenos do amor de Deus, e somente assim, é possível amar o próximo.

Lembrar que respeitar os mandamentos significa dizer sim ao amor divino.

 

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Texto elaborado por Ivan Rojas e Silvia Bruno Securato
email:
ivan@religiaocatolica.com.br ;
silvia@religiaocatolica.com.br

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Fonte Bibliográfica – Catecismo da Igreja Católica – Editora Vozes -  1993

Manual de Doutrina Católica – Pélach E. – Kuhner,                              Braga, Ed CAS, 6° ed.  1987

Notas de Espiritualidade para Leigos – Lopera, Higino A. Rio de Janeiro, Ed. Louva-a-Deus  1997

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