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As Relações da Igreja com as Religiões não-Cristãs Neste
início de milênio a Igreja Católica tem, entre tantos, o grande
desafio de promover relações saudáveis e respeitosas com as religiões
não-cristãs. Tendo em vista o conceito de que “os povos,
constituem uma só comunidade”, a Igreja através do Concílio
Vaticano II, apresenta algumas pistas para o diálogo com as religiões
não-cristãs, na expectativa de atender aos “enigmas” da
humanidade e solucionar um dos principais problemas que neste caso seria
os conflitos inter-religiosos. A Igreja Católica, vendo as diversas religiões não-cristãs
como o Hinduísmo, o Budismo e outras, na busca de
resposta para as mesmas questões, propõe então, para os seus que
respeitando o que há de verdadeiro nas demais religiões, com prudência
e amor, dialoguem na tentativa de encontrar a “plenitude de vida
religiosa para todos os povos”. Mesmo os muçulmanos não reconhecendo “Jesus
como Deus”, a Igreja os trata com carinho e ternura, partindo da
central afinidade entre as duas religiões que é “adorar um único
Deus, vivo e subsistente, misericordioso e onipotente, Criador do céu e
da terra”. O Sacrossanto Concílio aconselha à todos a esquecerem
os conflitos ocorridos entre os Cristãos e Muçulmanos em séculos
passados. E a unirem as forças para que haja uma compreensão recíproca,
na busca de melhorias para todos os homens e mulheres, defendendo a paz
e a liberdade. Quanto à religião judaica o Sacrossanto Concílio
ressalta o vínculo existente entre cristãos e judeus, o reconhecimento
aos patriarcas, o Êxodo (prefiguração de salvação da Igreja), a
mesma Aliança do Antigo Testamento, o início do cristianismo com
Cristo, Maria e os Apóstolos, sendo estes de origem judaica. E que a “Igreja
crê que Cristo unificou os judeus e os povos em si mesmo”. Mesmo
que os judeus na maioria não aceitaram o Evangelho e alguns persistiram
na morte de Jesus, o Concílio recomenda que a Igreja não pode
apresentar que todos os judeus são condenados por Deus e nem amaldiçoá-los.
Além disso este documento (“Nostra Aetate”) alerta também a todos,
que tenham cuidado na catequese e nas pregações homiléticas para que
não ensinem algo clandestino à verdade evangélica. O Vaticano II com esta declaração vem apontar ao
mundo inteiro uma forma de se adquirir a fraternidade universal
excluindo quaisquer tipo de discriminação e preconceito entre os povos
das mais variadas religiões. Grande deve ser nosso esforço na construção da
fraternura... Pe. Denílson Aparecido Rossi, imd * Este texto pretende ser uma síntese do documento Conciliar “Declaração Nostra Aetate – As Relações da Igreja com as Religiões não-Cristãs”, Compêndio do Vaticano II, 24a. Edição, Vozes, Petrópolis, 1995. |
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