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Celebração Litúrgica A
celebração litúrgica é o ponto mais alto da vida e da ação dos cristãos
(cf. SC 10). Na celebração temos vá-rias atitudes e expressões corporais
de fundamental importância: caminhar; ficar em pé, sentado ou ajoelhado;
olhar e ouvir; rezar e cantar; e comer e beber. Caminhar Quando vamos a um determinado
lugar é normal que, no caminho, haja uma preparação para um encontro (ex.:
ir ao médico, à festa, ao teatro, etc.). Em se tratando da celebração
não pode ser diferente. É importante que
enquanto caminhamos até a Igreja façamos uma preparação para melhor celebrar o mistério pascal
de Jesus Cristo. Caminhando chegamos ao local
da celebração e encontramos com os irmãos na fé e, juntos, nos deparamos
diante de Deus. -
procissão de entrada:
o presidente e a equipe celebrativa caminham até o altar e, consigo, levam
toda a comunidade ao encontro com Deus; -
procissão da palavra:
os leitores caminham até o ambão donde proclamam o texto sagrado, significando
a resposta de Deus que vai ao encontro da comunidade; -
procissão das oferendas:
toda a comunidade é convidada a
caminhar e oferecer sua vida a Deus; -
procissão da comunhão:
Deus caminha ao encontro da comunidade oferecendo-se em alimento. Celebrar de Pé, Sentado
e Ajoelhado Estar de Pé: “Os fiéis permaneçam de pé: do início do canto de entrada,
ou do momento em que o sacerdote se aproxima do altar, até a oração do
dia inclusive; ao canto de aclamação antes do Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão
de fé e a oração universal; e da oração sobre as oferendas até o fim da
Missa”, exceto eventualmente durante a consagração e a oração em silêncio
depois da comunhão (cf.Introdução Geral Sobre o Missal Romano, N. 21).
O estar de pé significa prontidão, estar atento, livre... Ficar Sentado: “Sentam-se durante as leituras antes do Evangelho e durante
o salmo responsorial; durante a homilia e enquanto se preparam os dons
ao ofertório; e se for conveniente, enquanto se observa o silêncio sagrado
após a comunhão” (cf. Introdução Geral Sobre o Missal Romano, N. 21). O ficar sentado favorece o recolhimento, a escuta acolhedora
da Palavra e a sua meditação. Ajoelhar-se: “Ajoelhem-se durante a Consagração, a não ser que a falta
de espaço ou o grande número de presentes ou outras causas razoáveis não
o permitam” (Introdução Geral Sobre o Missal Romano, N. 21). Ajoelhar-se é uma atitude de humildade e adoração. Celebrar Olhando e Ouvindo Na celebração o “olhar” e o “ouvir” são de uma grande abrangência.
Olhamos o local da celebração e logo notamos sua limpeza, a ordem, a decoração,
as flores, o presbitério, o altar, as velas, a cruz, o ambão, o sacrário,
as imagens... Olhamos também as pessoas
(presidente da celebração, ministros, acólitos, coroinhas, leitores, comentarista,
animadores e os demais irmãos e irmãs. O nosso olhar se dirige ainda
a cada ação litúrgica e aos sinais sacramentais. Com os olhos da fé vemos
o mistério de Jesus Cristo, no local da celebração e naquilo que é feito
durante a mesma. É notável também que durante
toda a celebração saibamos ouvir (saudações, convites, exortações, cantos,
leituras, homilia, orações...). Lembramos ainda
que o ouvir em silêncio favorece uma maior introspecção e interiorização. Celebrar Rezando e Cantando
Não menos importante é o
celebrar rezando e cantando. Através destas atitudes a assembléia dialoga
com Deus, sai da passividade e interage-se. Rezando e cantando responde-se
às orações, às leituras e acompanha-se as procissões e a fração do pão.
Com estes gestos a assembléia participa da oração eucarística não apenas
interiormente, mas também pelas aclamações. Juntos os fiéis recitam a
profissão de fé, elevam suas preces e rezam o Pai-Nosso. Rezando e cantando a comunidade
torna-se sujeito da ação litúrgica e entra em comunhão com a Trindade. Celebrar Comendo e Bebendo Comer e beber são atos sagrados
para o ser humano. Portanto, essenciais na celebração litúrgica. Comendo e bebendo o Corpo
e o Sangue de Cristo atinge-se o ápice da celebração e da comunhão com
Deus e com os irmãos e irmãs. Comendo e bebendo nos alimentamos
e, no caso da celebração, nos nutrimos do sustento e do fortalecimento
da vida de Cristo. É a plena participação da vida do outro, portanto deve
ser um ato prazeroso e repleto de amor. Com estas humildes idéias,
descritas com carinho e ternura, intentamos despertar uma maior paixão
pela celebração litúrgica. O texto é uma síntese da obra do Pe. Gregório Lutz, Vamos Celebrar, 3ª. Ed., São Paulo, Paulus, 1996 (Pe. Cido), imd |
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