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COMO
LIDAR COM OS SENTIMENTOS Introdução Os sentimentos “são guias essenciais” que nos levam a uma compreensão mais profunda de nós mesmos. Se não sabemos o que sentimos, não sabemos quem somos. Para conhecer o outro, também é preciso saber o que ele sente em relação a nós e ao mundo que o cerca. Por sentimento compreendemos os “processos psíquicos autônomos que se dão originariamente” como reação ao mundo que nos circunda. Portanto, “compreender nossos sentimentos é compreender nossa reação ao mundo que nos circunda”. Na catequese, o processo de aprendizagem, tem por objetivo principal levar as pessoas (eu e o outro) a conhecer, amar e seguir Jesus mais de perto. As pessoas são sentimentos. Respeitar e compreender os sentimentos, sem dúvida, muito nos ajudará no processo de aprendizagem. Origem dos Sentimentos O CORAÇÃO: no senso comum é considerado a SEDE DAS EMOÇÕES... O CÉREBRO: na verdade o cérebro é que é A SEDE DAS EMOÇÕES.Mais precisamente o sistema límbico... As duas mentes/cérebros: emocional (sistema límbico) e racional (neocórtex). O segredo de uma vida saudável é permitir o equilíbrio das duas mentes: a emocional e a racional. A canalização das emoções é indispensável para que o processo de amadurecimento afetivo possa se desenvolver com harmonia interior. A espontaneidade na expressão da emotividade é também necessária para essa maturidade.Orientar as emoções não é elimina-las, mas tomar consciência delas e procurar situá-las no conjunto da vida pessoal, canalizando sua energia na direção do projeto concreto de humanização. Um controle das emoções só é pedagogicamente válido quando a pessoa tem consciência da própria emotividade, aceita as emoções como uma realidade própria, percebendo seus aspectos positivos e negativos, e procura viver com coerência e autenticidade o projeto pessoal de vida com suas decorrentes opções fundamentais. A ausência da canalização das emoções faz com que a pessoa fique desorientada, facilmente prisioneira da emoção do momento, da opinião dos outros, insegura, sem consistência interior. A orientação é necessária precisamente para que possa desabrochar a riqueza da pessoa como um todo. É neste ponto que surgem os sentimentos propriamente ditos. Na passagem das emoções para a razão. As emoções se permitem ser sentidas pela razão e a razão se permite sentir as emoções. Portanto, os sentimentos são a nossa energia vital. O ser humano é um ser racional-emocional. Sentimentos O sentimento é uma reação ou resposta interna, espontânea e típica do indivíduo a uma situação dada. É uma reação interna; isto é, tem lugar dentro do indivíduo. É uma reação espontânea e imediata: brota do fundo emocional automaticamente, não em virtude de uma reflexão. Os sentimentos são fundamentais para se entender os mecanismos interiores de uma pessoa e sua personalidade. É uma reação típica de cada um, tão típica e exclusiva que o sentimento revela a personalidade muito mais que qualquer outro recurso ou procedimento. “... nossos sentimentos são como nossas impressões digitais, como a cor dos nossos olhos e o som da nossa voz, únicos e irreproduzíveis” (John Powel). O sentimento revela o teu fundo emocional muito melhor que mil palavras. Mais ainda: estas podem mentir, os sentimentos nunca mentem. Palavras e pensamentos podem ser subornados, os sentimentos nunca. Daí a importância de escutar os sentimentos. Normalmente passamos dos sentimentos para a ação sem nos determos neles, sem tomar consciência deles nem tratar de avaliá-los. Como conseqüência, em vez de dominarmos os sentimentos, somos dominados por eles, em vez de nos fazermos donos, vamos nos convertendo em escravos. Função dos Sentimentos Os sentimentos não são nem bons nem maus. São forças ao serviço da pessoa. Bem utilizadas, a farão cada vez mais livre; mal utilizadas ou simplesmente, não utilizada, a escravizará cada dia mais Neste sentido a função dos sentimentos é impulsionar a pessoa para a ação. Efetivamente, sem os sentimentos, a ação humana aparece como vazia, pobre, ineficaz, fria... Os sentimentos nos põem na relação com os outros. Sem os sentimentos, o ser humano é incapaz de trabalhar bem. O que efetivamente faz com que o ser humano “se empenhe na tarefa de si mesmo é uma emotividade saudável, positiva e prazerosa”. Os nossos sentimentos têm a capacidade de resumir o que experimentamos e nos dizer “se o que estamos experimentando é agradável ou doloroso”. À medida que vamos descobrindo e compreendendo nossos sentimentos aumentamos nosso potencial de vida. Para tanto é preciso muita honestidade com o que sentimos. Viscott afirma que “quanto mais sinceros nos tornamos, mais energia teremos para nos haver com os problemas aos quais temos que fazer face”. Lidar com os Sentimentos O ideal para se manejar os sentimentos, e através deles toda a nossa vida, é dar estes três passos: identificar e acolher, avaliar e compartilhar. Identificar e acolher: Se não identifico e não acolho os meus sentimentos, não posso controlá-los; eles me controlarão. Se estou mal humorado, e não identifico e admito, acabarei dando respostas bruscas e injustas. Quem não identifica e acolhe os seus sentimentos negativos se condena a reforçá-los, correndo o risco de ser dominado por eles. Avaliar: É o aspecto da advertência. O sentimento é como um hóspede intruso. Precisamente por passar inadvertido, tem a liberdade para movimentar-se a seu desejo e fazer o que quiser. Pode causar muito dano. Mas uma vez reconhecido como hóspede, sua liberdade de movimento fica restringida. Com a advertência e avaliação vem o controle dos sentimentos. E é este o único caminho ou método de controle. Compartilhar: quem reconhece seus sentimentos e pode compartilhá-los é quem se aceita com seus sentimentos, se ama como é e é capaz de deixar-se ver como é. Mais precisamente deixando-se ver como é, será amado como é; e ele mesmo, sentindo-se como é, terá esse novo estímulo, maravilhoso, para aceitar-se a si mesmo. Compartilhar é, pois, a condição do verdadeiro crescimento pessoal. Reprimir ou guardar um sentimento por medo de ser rejeitado é cair fixado no infantilismo da vida não permitindo-se o direito de crescer. “A luz que você está procurando
é interior. Pe. Denilson Aparecido Rossi, imd *O texto que segue tem seu fundamento
teórico nas seguintes fontes: |
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