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Maria
é Intercessora
Os Evangelhos
relatam o poder intercessor de Maria. Em Jo 2, 1-11, podemos
ver como aconteceu o primeiro milagre de Jesus, em Caná
da Galiléia, durante uma festa de casamento, que foi assim:
Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "Eles
já não têm vinho". Respondeu-lhe Jesus: "Mulher,
isso nos compete a nós? Minha hora ainda não chegou."
Disse então sua mãe aos serventes: "Fazei tudo o que
ele vos disser." Ora achavam-se ali seis talhas de
pedra para as purificações dos judeus, que continham cada
qual duas ou três medidas. Jesus ordenou-lhes: "Enchei
as talhas de água." Eles encheram-nas até em cima.
Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes."
E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água
tornada vinho, não sabendo donde era, (se bem o soubessem
os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o esposo
e disse-lhe: "É costume servir primeiro o vinho bom,
e depois, quando os convidados já estão quase embriagados,
servir o menos bom. Mas, tu guardaste o vinho melhor até
agora."
Esse
trecho do Evangelho de São João merece nossa atenção especial,
pois relata um fato corriqueiro, que não diz respeito à
Salvação eterna das almas; e no entanto, não passa desapercebido
por Maria. Veja quanto carinho, quanta delicadeza da parte
dela. Repare o quanto Maria se preocupa com os detalhes,
com as minúcias, o quanto ela está atenta! Por isso, é nossa
grande Intercessora junto a Deus. Como Mãe cuidadosa que
é está sempre pronta a dizer a seu Filho, Jesus, qual o
vinho que nos falta, seja ele qual for. Nos momentos
difíceis, na falta de saúde, na dificuldade financeira,
na resolução de algum problema, em um projeto, diga a Maria
qual o vinho que lhe falta.
Por
tudo que conhecemos desta grande Serva de Deus, pode-se
chamá-la de:
Virgem
Poderosa, Mãe do Bom Conselho, Saúde dos Enfermos, Consoladora
dos Aflitos, Auxílio dos Cristãos, Refúgio dos Pecadores,
Perpétuo Socorro, Porta do Céu, Medianeira de Todas as Graças
e tantos e tantos outros títulos.
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Santa Maria, Mãe de Deus
Os merecimentos
dados a Maria ultrapassam os de todos os Anjos e Santos
juntos, porque Deus dá a cada um a graça que corresponde
a sua missão neste mundo e Maria, desde a eternidade havia
sido escolhida para ser Mãe do Salvador.
Em Lucas,
1,28-35, encontramos a descrição desta verdade: Entrando
o anjo, disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste
graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um
filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á
Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu
pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó; e o seu
reino não terá fim." Maria perguntou ao anjo: "Como
se fará isso, pois não conheço homem?" Respondeu-lhe
o anjo: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força
do Altíssimo te envolverá com sua sombra. Por isso o ente
santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus."
Maria
ouve, medita, faz perguntas a fim de esclarecer suas dúvidas,
e confiante no poder de Deus, aceita a missão que lhe fora
confiada.
O que
significa isso para nós? Esse trecho das Escrituras é importantíssimo
e merece reflexão especial.
Em primeiro
lugar, também nós fomos chamados a uma missão concreta,
e recebemos de Deus as graças necessárias para realizá-la.
Porém, não devemos esquecer que Deus nos fez livres para
aceitar ou não a missão que nos foi confiada.
Maria
era orante, piedosa, conhecia as Escrituras e como muitas
jovens de sua época, também esperava a vinda do Messias,
e ela havia sido a escolhida para ser a Mãe do Filho de
Deus e aceitou sua missão. Cabe aqui outro porém: se não
formos orantes, se não buscamos conhecer a Deus, como saber
a que missão fomos chamados? É preciso, além de orar, saber
calar em oração, a fim de ouvir a voz do Senhor, saber como
Ele quer direcionar nossas vidas. Nosso grande mal é falar
demais e não ouvir a resposta da oração, e ainda primeiro
traçarmos nossos planos e depois o apresentarmos a Deus,
quando na realidade deveríamos fazer o inverso; primeiro
consultar o Senhor e depois colocar em prática o que nos
foi inspirado.
Outro
fato interessante: muitas vezes pensamos que quando há uma
interferência divina, algo de muito extraordinário deve
acompanhar esta manifestação, e não é assim. Deus é simples
e age na simplicidade. No nascimento de Maria não houve
nada de extraordinário. Os Evangelhos nada dizem, mas Maria
deve ter nascido na Galiléia, na cidade de Nazaré, e naquele
dia nada se revelou aos homens.
Com
freqüência as coisas importantes de Deus passam desapercebidas
aos olhos dos homens.
Maria
teve uma vida normal com seus pais Ana e Joaquim.
Todo
o povo de Israel esperava aquela que seria a Mãe do Messias,
esperava a donzela prometida nas Escrituras e não sabia
que ela já existia.
Externamente,
nada diferenciava Maria das outras jovens. O que havia em
Maria era uma maturidade plena, proporcional a sua idade.
E essa vida tão cheia de normalidade ensina-nos a agir de
tal maneira que saibamos nos ocupar das nossas tarefas diárias
sempre com os olhos fitos em Deus.
Este
é o segredo de Maria! Ela conhecia as Escrituras, era uma
jovem orante e com isto conhecia a Deus.
E nós?
Conhecemos as Escrituras? Somos pessoas orantes?
Maria
tudo observava e meditava em seu coração.
E nós?
Quando observamos algo é para criticar, comentar. Não sabemos
calar nem mesmo em oração para ouvir a voz de Deus, ou então
julgamos que Deus se revela somente a alguns privilegiados,
nunca para nós. Esquecemos de parar para pensar que Deus
está vivo, e tudo que vive, age, reage, se manifesta, revela-se,
atua.
Imitar
Nossa Senhora é aprender a dar valor às pequenas coisas
do dia a dia; do amanhecer ao pôr do sol, tudo deve ser
vivido e feito com amor e por amor a Deus. Isso atrai a
misericórdia divina e aumenta continuamente a graça santificante.
Portanto:
*que
saibamos servir aos outros sem alarde
*que
tudo o que fizermos, cada ato, cada gesto, seja na discrição,
sem o desejo de aparecer, pois tudo em nós Deus vê e só
a Ele importa que seja visto.
*que
saibamos louvar e agradecer a Deus por tudo que nos acontece
e ter certeza de que mesmo nas situações mais difíceis,
Deus age, restaura; basta orar, confiar e esperar.
A vida
de Maria foi uma constante oração. Ela esperava e confiava
em Deus por isso ao pé da Cruz, vendo seu Filho ser crucificado,
permaneceu em pé. Qual mãe suportaria passar por tudo o
que passou Maria? Somente o amor a Deus, a fé e total confiança
no poder do Altíssimo poderiam fazer de Maria uma mulher
forte. E a confiança em Deus esteve sempre presente em seu
coração. Maria não esmoreceu, esperou e viu Jesus Ressuscitar,
viu a glória de Deus!
Jesus
na Cruz, por intermédio do Apóstolo João, nos dá Maria por
Mãe, Mãe de todos os homens, de todos os povos. João imediatamente
levou Maria para casa dele. E você já levou Maria para casa?
Levar
Maria para casa significa ter consciência de que ela está
presente na rotina diária. Significa acolher Jesus e seus
ensinamentos, significa recordar com ela os grandes momentos
em que Jesus esteve neste mundo através dos mistérios do
Rosário; significa orar, meditar, ouvir a voz de Deus. Levar
Maria para casa e tê-la como Mãe significa deixar-se educar
e ser conduzido por Ela. Tê-la sempre como exemplo nos leva
a fazer da nossa vida uma perfeita oferenda ao Senhor.
Nossa
Senhora, ao final de seus tempos aqui na terra, foi assunta
ao céu em corpo e alma. Somente Jesus e Maria vivem no Paraíso
em corpo e alma. Maria foi coroada pela Santíssima Trindade
como Rainha dos Céus e da Terra, Rainha dos Anjos e dos
Santos, Rainha dos Apóstolos, do Rosário, Rainha da Paz.
Ao receber
a Comunhão, não esqueça que a genética de Maria está presente
em Jesus, portanto, através da Sagrada Eucaristia, os traços
de Maria ficam em nós.
Jesus,
o Verbo de Deus se fez homem, habitou entre nós, submeteu-Se
aos cuidados de Maria, colocou-se na condição de filho.
Portanto, o verdadeiro Católico coloca-se no mesmo estado
em que Jesus se colocou, ou seja, o estado de filho de Maria.
Maria é educadora, pois é Mãe. Foi ela quem ensinou Jesus
a andar, a falar, como se portar em comunidade, o respeito
humano e o que poucas mães católicas fazem: ensinou lhe
as Escrituras.
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