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O Papa João Paulo II beatificou, no dia 3 de setembro de 2000, dois de seus antecessores: o Papa Pio IX, que governou a Igreja entre os anos de 1846 e 1878, e João XXIII, que governou de 1958 até 1963. Essas beatificações foram muito importantes para a história da Igreja, pois foram Papas que tiveram, cada um a seu modo, papéis relevantes em suas épocas. Vejamos suas personalidades mais de perto.
Seu nome de batismo era Giovanni Conte Mastai Ferretti. Nasceu em Senigallia, Itália, em 13 de maio de 1792. Foi ordenado Presbítero em 1819 e tornou-se Bispo em 1827. Foi arcebispo de Spoleto e de Ímola em 1832. Em 1840 foi feito Cardeal e finalmente em 1846 foi eleito Papa, tomando o nome de Pio IX. Era um homem de espírito piedoso, solícito e de grande entrega à Igreja de Cristo. Governou a Igreja por quase 32 anos, sendo o mais longo pontificado da história depois de São Pedro. O Papa Pio IX suportou situações muito difíceis, tanto do ponto de vista político, como do ponto de vista religioso. Politicamente, a Itália e toda Europa passavam por revoluções, levantes e conflitos de toda espécie. Foi em seu pontificado que ocorreu a chamada unificação italiana, sob o poder do rei Pielmonte, quando as tropas italianas invadiram Roma e os Estados Pontifícios. O papa teve que fugir para a cidade de Gaeta, perto de Nápoles. Com a tomada de Roma, o Papa Pio IX se viu como que “prisioneiro” no Vaticano. Desde essa época, 1870, os Papas não saíram do Vaticano, até a data de 1929, quando foi firmado um acordo com o Estado italiano, conhecido como “o acordo de Latrão”. O novo Beato, o Papa Pio IX, declarou o Dogma da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem no ano de 1854. Convocou ainda, no ano de 1870, o Concílio Vaticano I, que definiu a “Infalibilidade Pontifícia” em assuntos de Fé e Moral, quando ditos “Ex Cathedra”, isto é, quando declarados com a autoridade maior do sucessor de São Pedro. O Papa Pio IX lutou muito contra as chamadas correntes “modernistas” dentro da Igreja, escrevendo encíclicas e outros documentos, condenando o liberalismo de costumes e de doutrina. Em seu Pontificado foi restabelecida a hierarquia católica na Inglaterra. Também foram feitas diversas concordatas: com a Rússia (1847), com a Espanha (1851), com a Áustria (1855), com Portugal (1857) e outras nações centro americanas. Após uma vida de grande trabalho e piedade, morreu o Papa no dia 7 de fevereiro de 1878. Foi verdadeiramente um grande Papa e é com muita felicidade que devemos acolher sua beatificação.
João XXIII considerou três tarefas prioritárias no seu pontificado. A primeira foi a realização de um Sínodo para a cidade de Roma, que foi realizado entre os dias 24 a 31 de janeiro de 1960. A segunda consistia na elaboração de um novo Código de Direito Canônico que foi terminado pelo atual Pontífice, o Papa João Paulo II, e promulgado em 1983. A terceira tarefa seria a realização de um novo Concilio Geral de toda a Igreja, em continuação ao Concilio Vaticano I, que foi interrompido em 1870, pela invasão de Roma por tropas italianas. Esse Concílio se iniciou em 1962 e terminou em 1965, já com o Papa Paulo VI. O pontificado de João XXIII foi relativamente curto, durando apenas 5 anos. Foi entretanto muito produtivo. O Papa João XXIII era muito conhecido por seu jeito muito bondoso e popular. Era conhecido como o “Papa do povo”, pois era de índole simples e afável. De fato, em sua juventude foi camponês, junto com seus familiares. Devemos dar graças ao Senhor de todas as misericórdias pela beatificação de mais este servo de Deus. Texto
elaborado por Ivan Rojas
Bibliografia – “Léxico dos Papas” de Rudolf Fischer-Wollpert
Editora Vozes – 1991 |
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