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O
Sacramento da Confissão
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Reconciliar
significa restaurar a paz - O sacramento da confissão
“Procurai
o Senhor, já que Ele se faz encontrar, chamai-O, pois
Ele está próximo. Que o mal abandone seu caminho e o malfeitor
seus pensamentos. Que ele retorne para o Senhor, o qual
lhe manifestará sua ternura para o nosso Deus que é
pródigo em perdoar”. (Isaías, 55)
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Sabemos
que Deus pode nos curar e que está sempre disposto a nos perdoar,
mas achamos que isso só acontecia na época de Jesus, ou seja,
que esses dons ficaram relegados áqueles que conviveram com
Ele. Mas isso não é verdade, Jesus é sempre o mesmo, vive entre
nós e o seu dom de cura e sua disposição de nos perdoar continuam
agindo entre nós.
Deus
nos conhece profundamente
Se
Deus nos ama e conhece profundamente, por que permite que pequemos?
É preciso dizer, em primeiro lugar, que ao contrário do que
muitos pensam, Deus jamais pode causar o mal. Embora seja Todo-Poderoso,
não interfere em nossa liberdade, pois conhece-nos antes de
sermos concebidos. Quando pecamos, Deus-Pai aguarda pacientemente
nosso retorno, como na parábola do filho pródigo: fica nos esperando
ansiosamente, olhando o horizonte até que seu filho apareça
para depois correr-lhe ao encontro para abraça-lo e perdoá-lo.
O
peso do pecado e a paz da absolvição
Embora
invisível, o pecado pesa, parece um fardo que se carrega nas
costas. Também é verdade que depois da absolvição dos pecados
sentimo-nos leves, alegres por que estamos em paz com Deus conosco.
A
Confissão é o sacramento da misericórdia de Deus, é a festa
do pecador arrependido.
Se
o pecado nos faz sentir acorrentados, o arrependimento nos devolve
a alegria e a liberdade. Deus não resiste ao homem, quando este
chora pelos seus pecados e é nesse momento que Ele derrama sobre
nós curas e bênçãos.
Perdoar
para receber o perdão
“Mas
quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum
ressentimento contra alguém”. ( )
Na
verdade, se não estivermos dispostos a perdoar o nosso irmão
do fundo do coração, nossa oração não será ouvida e não receberemos
o perdão. Eliminemos todo e qualquer ressentimento, toda amargura,
confessando-a e levando-a diante do Senhor. Só assim Ele estará
agindo em nós e nos curando dos pecados.
Exame
de consciência
Ao
iniciarmos o nosso exame de consciência, invoquemos o Espírito
Santo para que, com Sua luz, nos faça reconhecer nossas faltas
e pecados. Podemos procurar um lugar tranqüilo, colocar-nos
diante de Deus e deixar o silêncio entre nossa alma. Uma vez
na presença de Deus, deve-se começar o exame com um ato de humildade,
ou seja, é preciso assumir uma atitude de aceitação de nossas
faltas. O objetivo mais importante do exame de consciência é
alcançar a contrição dos pecados cometidos. Para nos confessarmos,
devemos nos arrepender de ter ofendido a Deus e devemos assumir
o propósito de emendar-nos. A melhor maneira de chegar á contrição
é meditar na Paixão de Cristo. Jesus morreu para nos salvar,
e é na Sua Paixão que se manifesta toda Sua misericórdia.
Meditando
a Paixão, chegaremos a compreender a maldade de nossos pecados.
Ao longo de toda a história do cristianismo, são inúmeros os
casos dos que se converteram meditando a Paixão: corações de
pedra transformados em corações de carne, cheios de arrependimento.
Diz-se que a contrição é “perfeita” quando nasce do amor a Deus,
isto é, quando nos arrependemos profundamente pelo fato de nos
termos afastado de nosso Deus. A contrição é “imperfeita” (atrição)
quando a dor por termos pecado nasce do medo do castigo ou da
condenação eterna.
Peçamos
ao Senhor o dom das lágrimas! Choremos não pelo medo de castigo,
mas pela dor de ter ofendido a Deus.
Louvor e Ação de Graças
Após
receber o perdão, entreguemo-nos á alegria e ao louvor a Deus!
Sim, por que nosso coração está tranqüilo, a paz voltou, a vida
se renova e volta a fluir. Como é bom glorificar a agradecer
o Senhor pela imensa alegria de termos sido perdoados.
Renovemos,
portanto, nossa intenção de permanecermos fiéis e de não mais
pecar: em nome de Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor, cremos
que recebemos o pleno perdão de Deus e sabemos que todos os
nossos pecados foram sepultados para sempre. Que o sangue de
Jesus nos lave de toda corrupção e nos livre de toda condenação.
Amém.
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Texto
elaborado por Stefania Contessa Pânico
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| Bibliografia |
- Orações
do Cristão – Ed. Quadrante, 5ª.ed., S. Paulo, 1995
- Confessar-se.
Como? Por que? – Ed.Loyola, 3ª.ed., S. Paulo, 1997
- Cura
pela Confissão – Pe. Alfredo C. Veiga, Ed.Loyola. S.
Paulo, 1996
- Por
que confessar-se – Rafael Stanziona de Moraes. Ed.Quadrante,
2ª.ed., S. Paulo, 1991
- Catecismo
Breve – Enrique Pèlach. Ed. Quadrante, S. Paulo, 1997
- A
fé explicada – Leo J. Trese. Ed.Quadrante, S. Paulo,
1995
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O
Sacramento da Confissão – Perguntas e respostas
“Ora,
as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem,
idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição,
discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas
semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni:
os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” (Gal 5,
19-21)
“Se
dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a
verdade não está em nós”. (I Jo 1,8)
Introdução
Para
entendermos bem o sacramento da Confissão, é preciso, antes
de tudo, não esquecer que nele recebemos o perdão de Deus e
não o perdão dos homens, embora seja diante de um homem – o
sacerdote – que nos confessamos. O próprio Cristo outorgou aos
Apóstolos e a todos os seus sucessores a autoridade para perdoar
quando, ao ressuscitar, pões-se no meio dos discípulos “...
soprou eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Áqueles
a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; áqueles
a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (Jó 20,22-23)
Como
me confessar? A quem? Quando? O que é pecado? Estas e muitas
outras perguntas são feitas por grande parte dos católicos a
respeito da Confissão.
Procuramos
responder ás mais freqüentes e colocamo-nos á disposição para
esclarecer outras dúvidas eventuais. Para tanto, envie suas
perguntas á nossa redação através do e-mail: religiaocatolica@religiaocatolica.com.br
1)
O que é pecado?
Pecado
é toda desobediência voluntária á Lei de Deus ou da Igreja,
em outras palavras, á lei moral. O pecado é. Pois uma ação desordenada.
Mas como saber se um determinado modo de agir é ordenado, isto
é, se está em harmonia ou não com os projetos de Deus? Deus
é o legislador supremo que governa o universo: através de leis
físicas, químicas e biológicas, governa o mundo material, vegetal
e animal. Através da lei moral, governa os seres humanos. O
conteúdo da lei moral está contido nos Dez Mandamentos, que
correspondem a exigências próprias do modo de ser dos homens.
O pecado, embora ás vezes não o pareça, é sempre anti-humano.
O
pecado mortal é uma desobediência á Lei de Deus ou da Igreja
em matéria grave, feita com pleno conhecimento e consentimento
deliberado. O pecado venial é uma desobediência á Lei de Deus
ou da Igreja em matéria leve, ou em matéria grave, mas sem pleno
conhecimento e perfeito consentimento.
2)
O que significa confessar-se?
Confessar-se
é experimentar o amor que perdoa.
Não
existe estado de alma mais grato do que se sentir perdoado.
E Deus quer nos perdoar através de um rito que nos manifesta
a sua misericórdia. O sacerdote já não é mais um ser humano
limitado, com defeitos e pecados, mas é o próprio Cristo. É
Ele quem nos diz: “Eu te absolvo de todos os seus pecados em
Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Vá em paz”.
3)Quem
pode perdoar os pecados?
Somente
Deus pode perdoar os pecados. Por ser Deus, Jesus tem o poder
de perdoar os pecados e deu esse poder aos apóstolos e aos seus
sucessores no sacerdócio, os quais atuam “na pessoa de Jesus”.
Quem perdoa os nossos pecados, portanto, é o próprio Jesus através
do sacerdote.
4)O
que é exame de consciência? Como fazê-lo?
Como
fazer o exame de consciência? Muitos encontram dificuldade.
Apresentamos abaixo alguns pontos e algumas perguntas que poderão
servir de guia. Para discernir com critério seguro o que é grave
e o que é leve, é preciso seguir o juízo da própria consciência
á luz do Espírito Santo.
Com
relação a Deus e á Igreja:
-
Que
lugar Deus ocupa em minha vida? Participo da Santa Missa todos
os domingos ou só vou á Igreja quando sinto vontade? Participo
com fé e devoção, ou por outros motivos? Presto bastante atenção
ou fico distraído?
-
Rezo
diariamente e com devoção? Respeito o nome de Deus e dos Santos?
Jurei falso? Fiz promessas e deixei de as cumprir? Trabalhei
nos domingos e festas da Igreja?
-
Perdi
a fé ou a confiança em Deus, deixando-me levar pelo desespero?
Blasfemei contra Deus ou contra os Santos? Consultei búzios,
horóscopos, mandei ler cartas ou mãos? Acreditei em espiritismo,
consultei médiuns, acreditei em reencarnação? Participei de
cultos de outras religiões?
-
Andei
por muito tempo afastado da Igreja e dos Sacramentos? Procurei
crescer na fé, estudando a palavra de Deus e participando
de cursos promovidos pela minha paróquia? Fui fiel no dízimo
e nas ofertas?
-
Cuido
da educação religiosa dentro da minha casa? Promovi a fé no
meu bairro, na vizinhança e no trabalho ou guardei a minha
fé só pra mim? Dou testemunho cristão em todos em lugares
ou sou cristão só dentro da Igreja?
-
Confesso-me
e comungo com freqüência? Deixei de contar todos os meus pecados
por vergonha? Comunguei e pecado grave? Sou casado na Igreja
ou simplesmente me uni com alguém?
Com
relação ao próximo:
-
Perdoei
com facilidade ou guardei mágoas, rancores e desejos de vingança?
Prestei auxílio aos mais necessitados? Julguei e condenei
o próximo? Reparti meu alimento, minha roupa, meu tempo com
os mais carentes? Zombei dos pobres, aleijados, doentes mentais?
Procurei me interessar pelas obras sociais da minha comunidade?
-
Como
anda minha língua? Difamei alguém? Caluniei? Menti? Faleis
palavrões? Fiz fofocas? Ensinei ou defendi pensamentos contrários
à fé (por exemplo: aborto, uso de pílulas, preservativo e
outros métodos anticontraceptivos condenados pela Igreja;
uniões ilícitas, relações sexuais fora do matrimônio)? Roubei
ou deixei de restituir coisas roubadas? Desprezei os outros
de nível social ou intelectual mais baixo?
-
Cometi
adultério ou tentei seduzir alguém ao pecado? Fui violento
ou critiquei em demasia? Fui obediente a meus pais e superiores?
Fui bom aluno, sou estudioso e trabalhador?
Com
relação a si próprio:
-
Atentei
contra minha própria vida ou tive pensamentos de suicídio?
Aceitei-me como sou ou guardei imagem negativa de mim mesmo?
Abusei de alimentos, sexo, bebidas, drogas? Preocupei-me demasiadamente
com dinheiro, posição social, fama, etc?
-
Alimentei
sentimentos de ódio, de culpa, de inferioridade, inveja, ciúmes,
orgulho ou vaidade? Procurei manter uma sexualidade sadia,
ou deixei-me levar por pensamentos e desejos impuros, tendo
relações antes do casamento?
-
Procuro
manter a pureza de coração nos meus relacionamentos: com meus
olhos, minhas palavras, meus pensamentos, comigo mesmo? Li
revistas ou assisti a filmes imorais?
-
Cuidei
da minha saúde ou a prejudiquei com excesso de remédios, auto
medicamentos, abuso de bebidas alcoólicas, excesso de trabalho,
regimes danosos á saúde, pouco tempo de descanso, poucas horas
de sono, etc? Tenho consciência e reconheço que a vida é um
dom de Deus?
-
Provoquei
aborto? Ensinei ou o aconselhei? Fui preguiçoso? Egoísta?
5)Como
se exerce o rito da Confissão?
A
Confissão é simples. Vamos destacar alguns pontos importantes:
a)O
lugar mais adequado para se receber esse sacramento é um recinto
sagrado: igreja ou oratório. Mas se isso não for possível, a
confissão poderá ser feita em qualquer outro lugar.
b)Após
a saudação inicial, a confissão começa com uma de suas partes
essenciais, que é a acusação dos próprios pecados, por parte
do penitente. Na acusação é preciso dizer o tempo transcorrido
desde a última confissão. Por exemplo: “Eu não me confesso há
um mês” ou “Eu não me confesso há um ano”. Depois devem ser
inicialmente relatados os pecados mortais e em seguida os pecados
veniais. Embora a acusação dos pecados veniais não seja obrigatória,
é aconselhável que nos acusemos deles.
c)A
acusação deve ser concisa e completa. A acusação concisa mostra
que fomos objetivos, humildes e modestos em nosso exame de consciência.
Uma acusação desnecessariamente longa pode nos levar a justificativas
e desculpas ou ao desejo, mesmo que velado, de querer ficar
bem diante do confessor. A acusação completa abrange todos os
pecados mortais, sem exceção. A sinceridade absoluta na confissão
é vital para recebermos o perdão de Deus.
d)Após
a acusação é possível que o sacerdote nos faça alguma pergunta
e que nos dê alguns conselhos. Em seguida, indicará a penitência
que deveremos cumprir, que poderá consistir em orações ou em
obras de caridade.
e)Antes
de terminar, o sacerdote pede que nos arrependamos recitando
o Ato de Contrição ou alguma jaculatória ou ainda alguma
contrição sem fórmula fixa.
f)Terminando,
o sacerdote recita a fórmula da absolvição: “Deus, Pai
de Misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho,
reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para a
remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja,
o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome
do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
6)Que
é o Segredo da Confissão?
O
Segredo da Confissão é o silêncio absoluto que o sacerdote é
obrigado a guardar sobre os pecados ouvidos. Trata-se do chamado
Sigilo Sacramental, o mais estreito vínculo de segredo
que existe na terra. O sacerdote é proibido de revelar por qualquer
motivo, sem exceção alguma, o que lhe foi dito em confissão.
7)Podemos
nos confessar “diretamente com Deus?”.
Não.
Todo os pecados cometidos devem ser explicitamente confessados
ao sacerdote. Só assim obteremos o perdão. O Código de Direito
Canônico diz: “A Confissão é individual é o único modo com o
qual o fiel se reconcilia com Deus e com a Igreja”.
8)O
que é Confissão Comunitária?
A
Confissão Comunitária consiste na celebração comunitária da
reconciliação, com confissão geral e absolvição geral.
9)A
Confissão Comunitária é válida?
A
Confissão Comunitária é válida em casos especiais, como por
exemplo:
- Quando
há um iminente perigo de morte e não há tempo para que o sacerdote
ouça a confissão de cada um dos penitentes;
-Quando
há um número muito grande de penitentes, mas não se tem um número
suficiente de sacerdotes, o que obrigaria os fiéis a permaneceram
muito tempo sem a confissão ou sem a comunhão.
De
qualquer forma, compete única e exclusivamente ao Bispo Diocesano
julgar sobre a necessidade de absolvição geral e dar autorização
para tanto.
10)
A Confissão Comunitária pode substituir a Confissão
Individual?
Não.
Mesmo tendo recebido a absolvição na Confissão Comunitária,
o penitente é obrigado a enumerar os pecados mortais da próxima
vez que se confessar. Ao receber a absolvição coletiva deve-se
ter o propósito de, assim que for possível, confessar individualmente
os pecados mortais.
11)
Para poder comungar é preciso se confessar antes?
Para
comungar é preciso estar na graça de Deus, o que significa ausência
de pecado mortal. Quem deseja comungar e está em pecado mortal
não pode receber a comunhão sem ter se confessado antes. Quem
só cometeu pecado venial, pode comungar, mas deverá antes pedir
o perdão rezando o Ato de Contrição.
12)
Com qual freqüência devemos nos confessar?
A
Igreja estabelece que devemos confessar os pecados mortais ao
menos uma vez por ano por ocasão da Páscoa da
Ressurreição. Mas se quisermos buscar nossa santificação
e conversão é aconselhável nos confessarmos com mais freqüência,
mesmo sem termos cometido faltas graves. A confissão dos pecados
veniais, embora não sendo estritamente necessária, é recomendada
pela Igreja.
13)
Por que a Confissão tem também outros nomes?
O
Sacramento da Confissão chama-se também Sacramento da Reconciliação
por que reconcilia o pecador com o amor de Deus.
Chama-se
também Sacramento do Perdão por que pela absolvição do sacerdote,
Deus nos dá o perdão e a paz.
É
também chamado Sacramento da Conversão, pois realiza o convite
de Jesus á conversão, o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa
se afastou pelo pecado.
Finalmente
é também chamado de Sacramento da Penitência por que consagra
um esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento
e de satisfação do cristão pecador.
14)
O que acontece se a pessoa se esquece de confessar
um pecado mortal?
Se
a pessoa se esquece de confessar um pecado mortal, a confissão
é válida, mas esta pessoa deverá confessar o pecado na próxima
confissão.
15)
O que é Ato de Contrição?
O
Ato de Contrição é uma oração que o penitente reza antes de
receber a absolvição dos pecados pelo sacerdote. O Ato de Contrição
consiste na manifestação do arrependimento por ter pecado e
ofendido a Deus.
Há
várias maneiras de fazê-lo, não existe uma fórmula fixa. Podemos
recitar o Ato de Contrição que aprendemos no catecismo na Primeira
Eucaristia, ou uma jaculatória tipo: “Senhor, Tu sabes tudo,
Tu sabes que eu Te amo” (Jó 21,17). Ou ainda a seguinte
oração: “Meus Deus, por que sois infinitamente bom, tenho muita
pena de Vos ter ofendido. Ajudai-me a não tornar a pecar”.
Ou
ainda:
“Meu
Jesus, que tanto me amas! Com meus pecados te ofendi! Perdão,
Senhor, perdão! Não quero mais pecar. É grande a minha fraqueza,
Senhor. Ajuda-me com Tua graça”!
16)
O que é cumprir a penitência?
Cumprir
a penitência consiste em rezar as orações ou praticar as obras
que o confessor mandar. A Penitência é dada com a finalidade
de “sarar” o pecador e é imposta de acordo com o pecado. Pode
consistir tanto em orações como em obras de caridade em favor
dos menos favorecidos, etc.
|
Texto
elaborado por Stefania Contessa Pânico
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Bibliografia
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- Orações
do Cristão – Ed. Quadrante, 5ª. ed., S.Paulo, 1995
- Confessar-se.
Como? Por que? – Ed.Loyola, 3ª.ed., S.Paulo, 1997
- Cura
pela Confissão – Pe. Alfredo C.Veiga, Ed. Loyola. S.Paulo,
1996
- Por
que Confessar-se – Rafael Stanziona de Moraes. Ed. Quadrante,
2ª. ed., S.Paulo, 1991
- Catecismo
Breve – Enrique Pèlach. Ed.Quadrante, S.Paulo, 1997
- A
fé explicada – Leo J. Trese. Ed.Quadrante, S.Paulo,
1995
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