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É Festa de Santo Antonio
Vida e Grandeza de Santo Antônio Santo Antônio de Lisboa e de Pádua, confunde-se com o milagre. Não há canto ou recanto da vida humana que Santo Antônio não tenha visitado e nem necessidades a que não tenha atendido. A confiança do povo em Santo Antônio é ilimitada e suas súplicas parecem ser sempre atendidas, mesmo em situações humanamente desesperadoras. Quem foi Santo Antônio? Nasceu em Lisboa, sendo português de nascimento, pelo fim do século XII. Morreu em Pádua, Itália, no dia 13 de junho de 1231. Seu nome está em todo o mundo, sendo o santo mais popular da Igreja Católica em todo o Ocidente. Foi frade franciscano. Pela exumação de seus restos mortais, Santo Antônio teria tido um físico excepcional para um homem da Idade Média: 1,70m de altura, ombros largos e pernas fortes, rosto comprido e estreito, nariz fino, cabelos pretos, feições másculas. Mais importante, no entanto, do que seus traços físicos, foram o espírito e o coração deste homem incansável, que pregou o caminho do Evangelho, lutou pelo bem dos pobres e, corajosamente, investiu contra tiranos e exploradores do povo. Seus escritos deixam a impressão de uma pessoa forte e decidida, com feições iluminadas e olhar aceso. Ao mesmo tempo, deixam transparecer uma enorme ternura pelos pobres. Santo Antônio é, sem dúvida, graças à força irradiante de sua pessoa e aos milagres sem conta que são atribuídos, o santo mais querido do povo cristão. Hoje, ele parece mais vivo do que nunca, pregando os ideais de Cristo e abençoando seus fiéis devotos. Santo Antônio, no seu tempo, foi um cristão revolucionário porque, vendo a miséria das famílias, pensou em liberta-las desses males. Tratou de ajuda-las, soergue-las da condição desumana em que viviam, - auxiliar o homem elevando-o à sua dignidade de filho feito a imagem de Deus. Ainda hoje em dia este Santo é pouco conhecido. Hoje, mais do que nunca, a valorização certa de Santo Antônio precisa ser incorporada ao patrimônio da devoção ao Santo. Mas quem foi Santo Antônio de Lisboa e de Pádua? Um cristão privilegiado em dons de Deus, desde a infância era feliz na graça de Deus, amado pelos seus familiares, crescendo dia a dia como amigo de Cristo. Santo Antônio sempre teve grande devoção pelos sacramentos, Sagradas Escrituras e ensinamentos da Igreja. A fé entra pelos ouvidos, por isso deve ser pregada, tornar-se prática no modo de viver, e foi o que fez Santo Antônio, sem esperar a retribuição e sem transacionar os termos comerciais. Viveu para o próximo, para o sacrifício, para a fé no poder de Deus. Morreu moço, tendo sido canonizado onze meses após. O culto dedicado ao Santo por milhares de fervorosos adeptos foi rapidamente se estendendo. Não só os católicos homenageavam Santo Antônio, mas também os índios da América do Norte, os pagãos da China, os ortodoxos e os cismáticos. O dilui-se da imagem do Santo que buscava reduzir as penas daqueles que sofriam, fez ganhar cores vivas a figura de um Santo Antônio desligado, quase, de problemas superiores do homem, para preocupar-se com a procura de objetos que desapareceram e com os casamentos. Esquecem-se os que invocam Santo Antônio apenas para atender a estes dois aspectos, que o culto deve partir de uma força ligada ao Ser Supremo que tudo pode, que é Amor e afasta o desespero. Falham aqueles que só vêem esta realidade: Santo Antônio como elemento de propaganda de casas comerciais, que obtém lucros sobre a lenda de casamenteiro imposta pela crendice, e que nada fazem no sentido de modificar a situação. Falham também, os que misturando o nome do milagroso Antônio com os mais estranhos e curiosos rituais, contribuem para que a imagem verdadeira do Santo seja substituída por aquela mais conveniente aos ingênuos e àqueles que dela querem tirar benefícios. O melhor momento para honrar-se Santo Antônio é no seu dia, e a forma correta de cultua-lo será a imitação de sua vida: pregar a fé, realiza-la através de atos de benefício ao próximo, isentos de crendice, e sem o objetivo único de lucro material. A figura de Santo Antônio deverá ser um apelo a um trabalho melhor, a um comportamento mais humano e menos egoísta. Esse é o culto que deve ser dedicado ao Santo, esse foi seu modo de viver. Uma nobre senhora perdera as chaves de sua casa e ninguém conseguia abrir-lhe a porta. Pediu a Santo Antônio que a ajudasse e, como retribuição, prometeu que daria, caso as chaves fossem encontradas, pão para os pobres, a cada terça-feira. O Santo a ouviu, as chaves foram encontradas e ela, até o fim de sua vida, cumpriu a promessa feita na hora da aflição. Desde então, Santo Antônio foi invocado como o Santo das coisas perdidas. Grande Santo Antônio, apóstolo cheio de bondade, que recebestes de Deus o poder especial de fazer achar as coisas perdidas, socorrei-me neste momento, para que por vosso auxílio, encontre o objeto que procuro. Obtendo-me também uma fé ardente, perfeita docilidade às inspirações da graça, o desejo de levar uma vida de verdadeiro cristão, e uma esperança firme de alcançar a bem-aventurança eterna. Amém Antônio comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer: os pães tinham sido roubados. Atônito, foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar que os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento. ( O “pãozinho de Santo Antônio” é, por tradição, colocado, pelos fiéis, nos sacos de farinha, com a fé de que, assim nunca lhes faltará o que comer). Há muitas lendas em torno desta crença. Eis uma delas: Existia em Pádua, um tirano de nome Ezzelino, que baixara um decreto, segundo o qual as pessoas deveriam levar idêntico dote para o casamento. Assim, rico sempre casaria com rico, e pobre com pobre. Casava-se mais com a “carteira” do que com o coração. A população da cidade revoltou-se e Santo Antônio enfrentou o tirano em praça pública. E tal foi a força de suas injúrias que Ezzelino foi obrigado a revogar o estapafúrdio decreto. Santo Antônio foi carregado em triunfo e, desde então, aclamado como o “Santo casamenteiro”. Ò glorioso Santo Antônio, meu grande advogado, pela confiança e pelo amor que em vós depositei, dignai-vos conceder um olhar benigno em meu favor. Grande santo, vós que operais tantos milagres e que tantas graças alcançais para aqueles que vos invocam, tende compaixão também deste devotado servo, que está tão necessitado de vosso auxílio. Dizei uma palavra àquele Menino, que feliz apertais entre os braços, e dele impetrai a graça que humildemente vos peço... Ò grande e bem-amado Santo Antônio de Pádua! Vosso amor a Deus e ao próximo, vosso exemplo de vida cristã, fizeram de vós um dos maiores santos da Igreja. Eu vos suplico tomar sob a vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos, e toda a minha vida. Estou persuadido de que nenhum mal poderá atingir-me, enquanto estiver sob vossa proteção. Protegei-me e defendei-me: sou um pobre pecador. Recomendai minhas necessidades e apresentai-vos como meu medianeiro a Jesus; a quem tanto amais. Por vosso mérito, Ele aumente minha fé e caridade, console-me nos sofrimentos, livre-me de todo mal e não me deixe sucumbir na tentação. Ò Deus poderoso, livrai-me de todo o perigo do corpo e da alma. Auxiliado continuamente por vós, possa viver cristãmente e santamente morrer. Amém. |
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