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4 de outubro

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

1. São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, no ano de 1182. Depois de uma juventude leviana, converteu-se a Cristo, renunciou a todos os bens paternos e entregou-se inteiramente a Deus. Abraçou a pobreza para seguir mais perfeitamente o exemplo de Jesus Cristo, e pregava a todos o amor de Deus.

Formou os seus companheiros com normas excelentes, inspiradas no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que foram aprovadas pela Igreja Católica. Fundou também uma Ordem de religiosas, as Clarissas, e uma Ordem de Penitentes Seculares (a Ordem Franciscana Secular); e promoveu a pregação da fé entre os infiéis. Morreu no dia quatro (4) de outubro de 1226. Foi canonizado no dia 16 de julho de 1228. Foi declarado pelo Papa João Paulo II patrono da ecologia.

            2. Frei Tomás de Celano, o primeiro biógrafo de São Francisco de Assis lhe traça o perfil físico e espiritual. Assim ele escreve em sua obra ‘Primeira Vida de São Francisco’ao número oitenta e três (83).

            Como era bonito, atraente e de aspecto glorioso na inocência de sua vida, na simplicidade das palavras, na pureza do coração, no amor de Deus, na caridade fraterna, na obediência ardorosa, no trato afetuoso, no aspecto angelical!

            Tinha maneiras simples, era sereno por natureza e de trato amável, muito oportuno quando dava conselhos, sempre fiel a suas obrigações, prudente nos julgamentos, eficiente no trabalho e em tudo cheio de elegância.

            Sereno na inteligência, delicado, sóbrio, contemplativo, constante na oração e fervoroso em todas as coisas.

            Firme nas resoluções, equilibrado, perseverante e sempre o mesmo.

            Rápido para perdoar e demorado para se irar, tinha a inteligência pronta, uma memória luminosa, era sutil ao falar, sério em suas ações e sempre simples.

            Era rigoroso consigo mesmo, paciente com os outros, discreto com todos.

            Muito eloqüente, tinha o rosto alegre e o aspecto bondoso, era diligente e incapaz de ser arrogante.

            Era de estatura um pouco abaixo da média, cabeça proporcionada e redonda, rosto um tanto longo e fino, testa plana e curta, olhos nem grandes nem pequenos, negros e simples, cabelos castanhos, pestanas retas, nariz proporcional, delgado e reto, orelhas levantadas mas pequenas, têmporas chatas, língua apaziguante, fogosa e aguda, voz forte, doce, clara e sonora, dentes unidos, iguais e brancos, lábios pequenos e delgados, barba preta e um tanto rala, pescoço fino, ombros retos, braços curtos, mãos delicadas, dedos longos, unhas compridas, pernas finas, pés pequenos, pele fina, descarnado, roupa rude, sono muito curto, trabalho contínuo.

            E como era muito humilde, mostrava toda a mansidão para com todas as pessoas, adaptando-se a todos com facilidade.

            Embora fosse o mais santo de todos, sabia estar entre os pecadores como se fosse um deles.

            3. A identidade de São Francisco de Assis está toda presente em seus escritos. Escolhemos alguns deles. São páginas que nasceram do toque da inspiração do seu chamado. Não dá para conhecer e amar São Francisco de Assis sem amar este escritos e dar-lhes o sangue da própria vida.

            4. Oração diante do Crucifixo na hora da sua conversão.

            Altíssimo, glorioso Deus, ilumina as trevas do meu coração, dá-me uma fé reta, uma esperança certa e uma caridade perfeita. Dá-me, Senhor, senso e conhecimento para que faça o teu santo e veraz mandato. Amém.

            5. Oração nas suas enfermidades.

            Graças te dou, Senhor Deus, por todas estas minhas dores e, te peço, meu Senhor, que me acrescentes o cêntuplo, se for do teu agrado; porque eu serei todo acolhida, se Tu afligindo-me com dores não me poupares, pois o pleno cumprimento da tua santa vontade é a minha suprema consolação.

            6. Oração à bem-aventurada Virgem Maria.

            Ö santa Mãe de Deus, doce e decorosa, roga por nós ao Rei, teu dulcíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, entregue à morte, para que Ele, por sua clemência e pela virtude da santíssima encarnação e da sua acerbíssima morte, nos alcance a indulgência dos nossos pecados.

            7.Saudação às virtudes.

            Ave, rainha sabedoria, o Senhor te salve com tua irmã, a santa e pura simplicidade.

            Senhora santa pobreza, o Senhor te salve com tua irmã, a santa humildade.

            Senhora santa caridade, o Senhor te salve com  tua irmã, a santa obediência.

            Santíssimas virtudes, o Senhor do qual vindes e procedeis, vos salve a todas. Não há, em absoluto, homem algum no mundo inteiro que possa ter uma de vós sem que morra primeiro. Quem tem uma e as outras não ofende a todas possui. E quem a uma ofende, nenhuma tem e a todas ofende. E cada uma delas confunde os vícios e pecados.

            A santa sabedoria confunde a satanás e todas as suas malícias.

            A pura e santa simplicidade confunde toda a sabedoria deste mundo e a sabedoria da carne.

            A santa pobreza confunde a cobiça e a avareza e os cuidados deste mundo.

            A santa humildade confunde a soberba e todos os homens deste mundo e, igualmente, também tudo o que há no mundo.

            A santa caridade confunde todas as diabólicas e carnais tentações e todos os temores da carne.

            A santa obediência confunde todas as vontades próprias, corporais e carnais e, mortificado mantém o seu corpo para a obediência do espírito e do seu irmão e torna o homem súdito e submisso a todos os homens deste mundo. Mas, não só aos homens como também a todos os animais e às feras, para que possam dispor à vontade tganto quanto lhes for dado do alto pelo Senhor.

            8. Da verdadeira e perfeita alegria.

            O mesmo (frei Leonardo) referiu que um dia, o bem-aventurado Francisco, em Santa Maria, chamou frei Leão e disse: escreve frei Leão. Este respondeu: Eis que estou pronto. Escreve, disse, qual é a verdadeira alegria. Vem um mensageiro e diz que todos os mestres de Paris entraram na Ordem. Escreve: não é a verdadeira alegria. Do mesmo modo, que todos os prelados ultramontanos, arcebispos e bispos e até mesmo o rei da França e da Inglaterra. Escreve:  não é a verdadeira alegria. Do mesmo modo, que meus irmãos foram para os infiéis e converteram todos eles à fé; e ainda que tenha tanta graça de Deus ao ponto de curar enfermos e de fazer muitos milagres: digo-te que em todas estas coisas não está a verdadeira alegria. Mas qual é a verdadeira alegria? Volto de Perúsia e na calada da noite, venho para cá. É estação barrenta e fria de inverno, de modo que as gotículas de água fria congelam nas extremidades da túnica e continuamente ferem as pernas fazendo-as sangrar. E, todo coberto de lama, frio e gelo, chego à porta e depois de ter batido e chamado por muito tempo, vem o irmão e pergunta: Quem é? Eu respondo: frei Francisco. E o mesmo diz: Vai embora. Não é hora decente de chegar. Aqui não entrarás. E a mim que insisto responde de novo: Vai-te, tu és um simplório e idiota: de jeito  nenhum entrarás. Nós somos tantos e tais que não precisamos de ti. E de novo me coloco diante da porta e digo: Por amor de Deus, acolhei-me por esta noite. E ele responde: Não o farei. Vai lá para o Crucíferos pedir-lhes hospedagem. Digo-te que, se tiver paciência e não ficar abalado, nisto está a verdadeira alegria e a verdadeira virtude e a salvação da alma

            9. Benção a frei Leão

            O Senhor te abençoe e te guarde;

            Te mostre a sua face e tenha

            Misericórdia de ti.

            Volva para ti o seu rosto e te dê a paz.

            O Senhor te abençoe, frei Leão.  

Compilação realizada por Frei Antonio Corniatti

email: corniatti@bol.com.br

Assinatura da Revista Mensal "O Mensageiro de Santo Antônio" pelo email: msa@metabc.com.br

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