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Sim, Pai! Jesus revelou que o Pai nos ama. Criou-nos por amor e escolheu-nos para partilhar da alegria da sua vida íntima. Ele nos deu, assim, a conhecer o mistério da Trindade Santíssima que habita em nós, destinando-nos à plena comunhão com as pessoas divinas. Chamados à existência e envolvidos pela misericórdia divina, experimentamos o dinamismo da esperança que nos faz tender sempre mais ao encontro definitivo com Deus. Ao nascer entre nós, o filho de Deus veio nos iluminar sobre o desígnio amoroso da Trindade, oferecendo-nos a graça de conhecer, já nesta vida, a promessa de Deus e de assumi-la livremente. Os discípulos de Jesus são escolhidos para viver de modo consciente a filiação divina e a fraternidade com todos. São chamados a ser sal, luz e fermento no seio da humanidade, anunciando e realizando o projeto da salvação, certos de que o amor divino se estende a todos, pela entrega de Jesus na cruz e pela oferta da Igreja em união com Cristo. À luz deste plano amoroso, cada discípulo de Jesus, unido a ele pelo batismo e movido pela ação do Espírito Santo, recebe uma vocação, isto é, um modo concreto de testemunhar e proclamar a maravilhosa salvação que a Trindade quer estender a todos. Como descobrir desde cedo a vontade de Deus sobre os caminhos concretos a seguir na imitação de Cristo? Nestes últimos anos, as comunidades católicas têm valorizado mais o sacramento da confirmação, que se tornou para nossa juventude uma dádiva generosa. Há um empenho especial em preparar os jovens para o sacramento da crisma, auxiliando-os jovens para o sacramento da crisma, auxiliando-os a fortalecer a fé e a discernir a própria vocação. Rapazes e moças recebem dos catequistas um conhecimento maior da palavra de Deus, o apelo à oração, à vida na graça e ao compromisso de participação na comunidade e de serviço ao próximo. Neste ambiente de amizade fraterna, cresce a descoberta pessoal de Jesus Cristo e de sua mensagem. Com freqüência, surge para muitos a hora do discernimento vocacional. Como os demais bispos, tenho a oportunidade de acompanhar
milhares de jovens nessa fase decisiva. É com muita fé e emoção que, em
nome da Igreja, coloco a mão sobre a cabeça de cada jovem, abençoando-o
com o crisma e conferindo-lhe a presença do Espírito Santo prometida por
Jesus. Todos são chamados à santidade. Mas,
como realizá-la? Grande parte dos jovens escolherá a vocação conjugal e familiar. Daí a importância de garantir-lhes a preparação adequada para que possam alcançar o ideal de salvação e de fidelidade ao sacramento do matrimonio, como Jesus Cristo nos revela. Outros, que não se casam, vão assumir diferentes trabalhos e responsabilidades, encontrando nas tarefas cotidianas a alegria de servir e de fazer o bem. Haverá ainda, em todos os tempos, jovens que, a exemplo de Jesus Cristo, sentirão o apelo especial para se entregarem de modo total a Deus e ao próximo. Essa vocação permanece há 2 mil anos na historia da Igreja. Como Francisco e Clara, hoje também, muitos hão de responder
“sim” ao chamado divino, dedicando-se, na vida consagrada, a seguir mais
de perto o Divino Mestre para o bem do povo de Deus. Pelo sacramento da
Ordem, alguns vão assumir a missão de Cristo, Bom Pastor, solicito em
unir os irmãos e dar a vida por eles. Aprendam – os jovens e nós também
– com a mãe de Deus e nossa, disciplina predileta de Jesus, que o segredo
da felicidade está em dizer, com amor, “sim” ao apelo do Pai. Revista Familia Cristã – *Dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana (MG). |
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