CONTEÚDO

 


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Nossa Atual Localização

O primeiro passo a ser tomado, pois, era a viabilização de um terreno que pudesse abrigar e satisfazer todas as necessidades, imediatas e futuras, que implicavam na formação desta comunidade. Enquanto isso, os trabalhos com os primeiros seminaristas e colaboradores externos começaram a ser feitos em uma residência alugada e devidamente adaptada para a vida de uma congregação religiosa.

Após pouco mais de um anode fundação, a Fraternidade transferiu-se para o atual local no qual hoje está situada, ou seja, um terreno de 53.000 m2 à estrada da Cocaia, 3973, no bairro Jardim Mirna (distante cerca de 30 minutos do centro de Santo Amaro).

Atualmente a Fraternidade comporta o "Mosteiro Regina Pacis" (Mosteiro Rainha da Paz) que compreende o "Seminário Maior Imaculado Coração de Maria", a "Casa das Filhas de Maria Rainha da Paz" e a "Igreja de Deus Pai". Ainda podemos encontrar erigidas uma biblioteca, uma sala de reunião para convívio fraterno, um escritório e uma pequena casa onde habita o fundador.

Além de muitas outras edificações que estão nos planos da congregação - e que ao longo do tempo serão viabilizadas - , já estão em processo de construção um galpão e uma casa que acolherá cerca de 80 menores abandonados. Nas dependências da Fraternidade existe ainda uma horta bastante variada e algumas frutíferas que são usadas como auxílio para o alimento dos membros internos.

 

 

 

O METODO PREVENTIVO DE DOM BOSCO

O método preventivo de Dom Bosco consiste em tornar o aluno consciente, de modo que o educador poderá sempre falar-lhe com a linguagem do coração, seja no periodo da sua educação, seja depois dela. O educador, tendo ganho o coração de seu protegido, poderá exercitar sobre ele um grande domínio, avisá-lo, aconselha-lo e também corrigi-lo, quer ele se encontre nos diferentes trabalhos, nos ofícios civis e no comércio. Por estas e muitas outras razões é que o método preventivo deve prevalecer sobre o método repressivo.

 

APLICAÇÃO DO MÉTODO PREVENTIVO

A aplicação deste método é toda apoiada sobre a palavra de São Paulo, que disse "Charitas benigna est, patiens est; omnia sperat, omnia sustinet". "A caridade é benigna e paciente, sofre tudo mas espera tudo e suporta qualquer sofrimento". Por isso, somente um cristão pode, como sucesso, aplicar o método preventivo. Razão e religião são os instrumentos dos quais o educador deve fazer uso; ensiná-los e ele mesmo praticar, se deseja ser obedecido e atingir o seu fim.

  1. O educador, portanto, deve ser todo consagrado aos seus educandos, não assumir compromissos que o distancie do trabalho. Antes, encontrar-se sempre com seus alunos todas as vezes que eles não estejam empenhados em uma ocupação qualquer, a menos que estejam devidamente assistidos por outros.
  2. Os professores, os chefes, os assistentes, enfim, todos aqueles que estiverem em contato com os alunos, devem seer de moralidade conhecida. Procurem evitar como uma doença toda sorte de afeição ou amizade particular com os alunos, e se recordem que o desvio de um só pode comprometer o instituto educativo inteiro. Faça-se de modo que os alunos não fiquem nunca sozinhos. Por quanto seja possível, os assistentes os precedam no lugar aonde devem se reunir, fiquem com eles até que sejam por outros assistidos: não os deixem nunca desocupados.
  3. Seja dada sempre ampla liberdade de saltar, correr, gritar à vontade. A ginástica, a música, a declamação, o teatro, os passeios são meios eficientíssimos para se obter a disciplina; e favorecem a moralidade e a santidade. Note-se, somente, que a matéria de entretenimento, as pessoas que intervenham e os discursos feitos, não sejam censuráveis "Fazei tudo aquilo que quereis - dizia o grande amigo da juventude, São Filipe Neri - , a mim basta que não cometais pecados".
  4. A confissão frequente, a comunhão frequente e a missa quotidiana são as colunas que devem reger um edifício educativo, do qual se deseja manter afastadoa ameaça e as cintadas, ou qualquer outro tipo de agressão física. Nunca se deve obrigar os jovenzinhos à frequencia dos Santos Sacramentos, mas somente encorajá-los e oferecer-lhes comodidades para aproveitá-los ao máximo.
  5. No caso, pois, de exercícios espirituais, tríduos, novenas, pregações e catequeses, faça-se relevar a beleza, a grandeza e a santidade de nossa religião, que propõe os meios tão fáceis e tão úteis à sociedade civil para a tranquilidade do coração e para a salvação da alma, como são, precisamente, os santos Sacramentos. Desta maneira, os meninos permanecem espontaneamente envolvidos nestas práticas de piedade e se aproximarão, livremente com prazer e com fruto.
  6. Use-se de total vigilância para impedir que no abrigo (ou em qualquer outro lugar que os alunos se encontram) sejam introduzidos companheiros, livros ou pessoas que façam discursos inconvenientes ou usem palavras que faltem com a boa educação.
  7. Toda noite, depois das orações costumeiras, e antes que os alunos recolham-se para dormir, o responsável pelos alunos, ou quem por ele, dirija algumas palavras afetuosas em público, dnado alguns avisos ou conselhos a respeito de coisas a serem feitas ou evitadas. Que esta pessoa estude para dizer o necess;ario para o crescimento moral e ético, partindo dos exemplos e acontecimentos do quotidiano ocorridos no abrigo ou na sociedade, mas que o seu falar não ultrapasse nunca dois ou três minutos. Esta é a chave da moralidade, do bom andamento e do bom sucesso da educação.
  8. Tenha-se longe como uma doença a opinião de algumas pessoas que desejam retardar a primeira comunhão a uma idade demasiadamente tardia, pois, quanto mais o demônio possui o coração de um jovenzinho, mais traz danos incalculáveis para a sua inocência. De acordo com a disciplina da Igreja dos primeiros séculos, costumava-se dar aos meninos as hóstias consagradas que sobravam nas comunhões pascais. Isto serve para fazer-nos conhecer o quanto a Igreja ama que as crianças sejam admitidas quanto antes à Santa Comunhão. Quando um jovenzinho sabe distinguir entre pão e pão, e tem instrucão sufuciente, não se note mais a idade: que venha o Soberano Celeste a reinar naquela bendita alma.
  9. Os catequistas recomendem a frequente comunhão. Sào Felipe Neri a aconselhava a cada semana e até mais constantemente. O conselho de Trento diz claramente que deseja sumamente que todos os fiéis cristãos, quando vão participar da Santa Missa, façam também a comunhão. Mas que esta comunhão não seja só espiritual, mas sacramental , para que se receba maior fruto deste Augusto e Divino Sacrifício (Concílio de Trento, sessão XXII, cap. VI)
 

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